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Atentado em Nice

"Há 50 pessoas entre a vida e a morte", diz Presidente francês

"Há 50 pessoas entre a vida e a morte", diz Presidente francês

Numa breve declaração à imprensa em Nice, François Hollande apelou à união e solidariedade dos franceses. o Presidente revelou que cerca de 50 pessoas estão entre a vida e a morte e falou sobre as razões que levaram o terrorista a atacar Nice.

"Há cerca de 50 pessoas que ainda permanecem em urgência absoluta, quer dizer entre a vida e a morte. Entre estas vítimas, há franceses, e há também muitos estrangeiros vindos de todos os continentes e há muitas crianças, crianças jovens", declarou o chefe de Estado, citado pela agência Efe.

François Hollande defendeu que as autoridades policiais "tomaram todas as medidas" para garantir a segurança, "na medida do possível", das pessoas que assistiam ao fogo-de-artifício em Niza, vítimas do massacre na noite passada levado a cabo com um camião.

"As forças de segurança (...) tomaram todas as medidas para que estes fogos artificiais estivessem, na medida do possível, protegidos", disse o Presidente num discurso em Nice, em que saudou a atuação policial ao "neutralizar o assassino" e ao "acabar com a carnificina".

As declarações do chefe de Estado francês podem também ser lidas como uma reação a várias acusações proferidas por diversos líderes da oposição francesa, que, como o ex-primeiro-ministro Alain Juppé, consideraram que "se tivessem envolvido todos os meios, o drama não teria acontecido".

Na mesma linha, o presidente da região de Provença-Alpes-Costa Azul, Christian Estrosi, antigo presidente da câmara de Nice, questionou o dispositivo das forças da ordem na noite passada no Passeio dos Ingleses em Nice.

O Presidente francês recordou que tinha sido decidido há meses reforçar os efetivos das forças de segurança, que antes tinham sido reduzidos, numa referência ao mandato do seu antecessor, Nicolas Sarkozy, presidente dos Republicanos, de que fazem parte Juppé e Estrosi.

Hollande apelou ainda à unidade, sublinhado que a luta contra o terrorismo "vai ser longa" porque tem pela frente "um inimigo que a vai levar a todos os povos, a todos os países que tenham a liberdade como valor essencial".

"Unidade", "coesão" e "força" foi, assim, o que pediu Hollande, para que a "França seja mais forte do que os que querem fazer-lhe mal", mostrando-se convencido de que o país sairá "vencedor" porque é uma "França unida".

O chefe de Estado prometeu ainda continuar a "colocar a vigilância e a proteção ao serviço dos franceses", antes de dar nota das mensagens de "amizade" enviadas pelo estrangeiro a França.

"O mundo -- disse François Hollande -- diz-nos com amizade o que pensa de nós, que somos um país forte que é capaz de superar todas as provas, e houve muitas nos últimos meses, e demos um bom exemplo ao mundo de unidade e de coesão".

O Presidente tinha anunciado na última quinta-ultima, horas antes do massacre, que a partir de 26 de julho iria levantar o estado de emergência em vigor desde os atentados 'jihadistas' de 13 de novembro em Paris, e que seria reduzido o dispositivo militar antiterrorista em território francês de 10 mil para 7 mil soldados.

Durante a madrugada passada não só teve que recuar em relação a ambas as medidas, como determinou que as forças paramilitares francesas irão reforçar o dispositivo de segurança através da reincorporação de reservistas.

Um camião atingiu na quinta-feira à noite uma multidão em Nice, na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), quando decorria um fogo-de-artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e uma centena de feridos, 18 dos quais continuam em estado considerado crítico. O condutor do camião foi abatido pela polícia.

As autoridades francesas já consideraram estar perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado. França decretou luto nacional de três dias.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada.

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