sicnot

Perfil

Caso Bial

Caso Bial

Caso Bial

Último paciente internado em Rennes devido a ensaio clínico da Bial teve alta

O último paciente internado no Centro Hospitalar (CH) de Rennes na sequência da participação num ensaio clínico de um novo medicamente da farmacêutica portuguesa Bial em França teve hoje alta hospitalar, informou em comunicado a unidade de saúde.

© Stephane Mahe / Reuters

"O último paciente internado teve hoje alta hospitalar e pode regressar a casa, consequência da melhoria do seu estado de saúde. Os cuidados médicos dos três pacientes transferidos para estabelecimentos próximos das suas residências [...] foram definidos e coordenados pelo CH de Rennes. O estado de saúde desses pacientes continua a melhorar", indica o hospital francês no comunicado hoje divulgado.

As consultas de seguimento dos cinco pacientes que estiveram internados no CH de Rennes serão feitas por esta unidade hospitalar.

Relativamente às restantes 84 pessoas que voluntariamente participaram no ensaio clínico do fármaco da Bial, todos foram contactados pelo hospital francês e 28 já realizaram um exame neurológico e uma ressonância magnética cerebral.

"As anomalias clínicas e radiológicas apresentadas pelos pacientes hospitalizados não foram encontradas", afirma a unidade hospitalar.

O hospital já agendou consultas e exames para 38 outros pacientes e 14 pessoas vão ser acompanhadas em unidades clínicas próximas das suas residências, em coordenação com o serviço de neurologia do CH de Rennes, adianta o comunicado.

O hospital faz um novo ponto de situação na próxima segunda-feira, 25 de janeiro.

Um participante no ensaio clínico, na fase I, morreu no domingo, depois de declarada morte cerebral.

Ao todo, foram hospitalizados seis voluntários, que, segundo a agência noticiosa francesa AFP, receberam a dose mais elevada da molécula produzida pela Bial, testada em França pelo laboratório Biotrial.

O ensaio clínico visava testar um novo medicamento para tratar perturbações do humor como a ansiedade.

De acordo com um comunicado da Bial, o teste abrangeu 116 voluntários saudáveis, "dos quais 84 tomaram o composto experimental previamente, não tendo apresentado qualquer efeito secundário grave ou moderado".

A farmacêutica adianta que a medicação foi suspensa "a todos os participantes no ensaio", assim que tomou conhecimento de "um efeito adverso grave" num dos voluntários, a 11 de janeiro.

A Bial reitera que está a colaborar com as autoridades e entidades francesas para o apuramento das causas do incidente, assegurando que "não existe qualquer outro ensaio a decorrer com a molécula experimental" e que, até ao apuramento das causas, "não iniciará qualquer ensaio com este composto".

Lusa

  • Obama diz que Guterres "tem uma reputação extraordinária"
    1:38

    Mundo

    António Guterres diz que vai trabalhar com Barack Obama e também com Donald Trump, na reforma das Nações Unidas. O futuro secretário-geral da ONU foi recebido por Obama, na Casa Branca, onde recebeu vários elogios do presidente norte-americano.

  • Mãe do guarda-redes da Chapecoense comove o Brasil
    1:37
  • Dezenas de mortos em bombardeamentos do Daesh em Mossul

    Daesh

    Dezenas de civis, entre os quais várias crianças, morreram e outros ficaram feridos em ataques de morteiro efetuados pelo grupo extremista Daesh em Mossul, disse à agência Efe o vice-comandante das forças antiterroristas iraquianas.

  • Morreu o palhaço que fazia rir as crianças de Alepo

    Mundo

    Anas al-Basha, mais conhecido como o Palhaço de Alepo, morreu esta terça-feira durante um bombardeamento aéreo na zona dominada pelos rebeldes. O funcionário público mascarava-se de palhaço para ajudar a trazer algum conforto e alegria às crianças sírias, que vivem no meio de uma guerra civil.

  • Tribunal chinês iliba jovem executado há 21 anos

    Mundo

    Nie Shubin foi fuzilado em 1995, na altura com 20 anos, depois de ter sido condenado por violação e assassinato de uma mulher, na cidade de Shijiazhuang. Agora, a justiça chinesa vem dizer que, afinal, o jovem era inocente, uma vez que não foram encontradas provas suficientes para o condenar.