sicnot

Perfil

Caso CGD

Caso CGD

Caso CGD

Ministro defende que CGD tem de estar ao serviço da economia portuguesa

O ministro das Finanças, Mário Centeno, defendeu hoje que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem de passar a estar ao serviço da economia portuguesa, considerando que o banco tem de continuar a ser público.

JOAO RELVAS / LUSA

"É um banco público, que terá de permanecer público, e que o Governo quer que continue a ser público. Mas é um banco tem de ser um banco, que tem de ser posto ao serviço da economia portuguesa. É esse o plano que o Governo tem", afirmou hoje Mário Centeno.

O ministro respondia a questões sobre a recapitalização da CGD colocadas num almoço-debate promovido pelo Fórum de Administradores de Empresas, que decorreu esta tarde em Lisboa.

Sem avançar valores para a recapitalização do banco, o governante disse que a recapitalização da CGD tem de ser "decisivamente decidida" para estabilizar o sistema financeiro, acrescentando que o Governo está a trabalhar com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia.

"É um projeto nacional, não é partidário, não é apenas do Governo. Como é aliás o desígnio de pôr Portugal a crescer", disse.

Anteriormente, no seu discurso, Mário Centeno tinha admitido que a estabilização do sistema financeiro é um dos constrangimentos para a economia portuguesa, um problema que, acrescentou depois, "só se consegue estabilizar com tempo, paciência e ação".

Entre os restantes problemas identificados pelo ministro está a falta de capitalização das empresas, afirmando que será feito um esforço de reforço de capital dessas empresas, que passará pelo lançamento de instrumentos financeiros através de fundos europeus, direcionados a medidas de que a economia portuguesa necessita.

No seu discurso, o ministro aproveitou ainda para reiterar a meta do Governo para o défice deste ano. "O rigor tem sido tarefa diária deste Governo. Os números da execução orçamental confirmam o que é uma enorme preocupação deste Governo na obtenção desta meta oficial para o país", disse.

"Os números do primeiro trimestre e até maio que são conhecidos permitem-nos confiança nas metas orçamentais a que nos propomos (...). A obtenção de um nível do défice tão exigente como o que está no programa orçamental é neste momento possível, os dados apontam nessa direção", sublinhou Mário Centeno.

Lusa

  • Injeção de dinheiro do Estado na CGD em debate no Parlamento
    2:12

    Caso CGD

    A recapitalização da Caixa Geral de Depósitos é ser o tema forte do debate quinzenal no Parlamento. A esquerda não aceita os despedimentos e a direita quer saber o que é que correu mal. O primeiro-ministro deverá explicar em que pé estão as negociações com Bruxelas. António Costa garantia ontem que está quase tudo fechado e o Presidente da República apela a um entendimento entre os partidos do "arco do poder".

  • Morreu o companheiro de Nelson Mandela

    Mundo

    Ahmed Kathrada, activista e ícone sul-africano que lutou ao lado de Mandela contra o "apartheid" morreu hoje aos 87 anos, informou a fundação de caridade Kathrada.

  • Mais de um milhão de crianças em risco de morrer à fome
    1:23
  • Vidas Suspensas: Delfim 353
    29:30
  • Esquerda contra a venda do Novo Banco
    1:51

    Economia

    O futuro do Novo Banco promete agitar a maioria de esquerda nas próximas semanas. O Bloco de Esquerda e o PCP estão contra os planos de privatização e insistem que a solução é nacionalizar o banco. O Bloco de Esquerda defende que privatizar 75% é o pior de dois mundos. Já o PCP diz que o banco deve ser integrado no setor público.

  • Identificadas 10 mil vítimas de violência em 2016
    1:32

    País

    Há cada vez mais homens e idosos a pedirem ajuda à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Segundo o relatório anual da APAV conhecido esta segunda-feira, foram identificadas quase 10 mil vítimas de violência no ano passado. Cerca de 80% são mulheres casadas e com cerca de 50 anos.