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Caso CGD

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Serão necessários 2 mil milhões para recapitalizar a CGD

Mário Centeno afirma que o presidente demissionário da Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentou-lhe, no começo do ano, um "valor próximo" dos dois mil milhões de euros como o necessário para a recapitalização da entidade.

Questionado no parlamento sobre o valor que o ainda presidente da Caixa, José de Matos, lhe terá apresentado como necessário para recapitalizar a entidade no começo do ano, o ministro Mário Centeno indicou que era um "valor próximo de dois milhões de euros".

Instando a comentar esse número pelo deputado do PSD Hugo Soares, declarou: "Como perceberá, não tenho de comentar esse valor".

O presidente da Caixa havia dito, na quarta-feira, na comissão de inquérito sobre o banco, que valores entre os quatro e cinco mil milhões de euros de recapitalização são números "claramente superiores" aos que estavam em cima da mesa nos primeiros meses do ano.

Sem nunca concretizar quais os montantes de aumento de capital que estavam em cima da mesa no primeiro trimestre do ano, José de Matos reconheceu todavia - na comissão de inquérito à Caixa - que montantes entre "quatro e cinco mil milhões de euros, que têm saído nos jornais", são "claramente superiores" aos que imaginava.

Vários órgãos de informação têm adiantado nas últimas semanas que o plano de recapitalização da CGD pode chegar até cerca de cinco mil milhões de euros, mas José de Matos escusou-se a adiantar que montante considera necessário.

"Não conheço o plano que tem sido mencionado recentemente na comunicação social", acrescentou ainda o presidente demissionário do banco público - o plano em causa estará a ser negociado já com a futura administração da Caixa, que será presidida por António Domingues.

O ministro Mário Centeno está hoje a ser ouvido no parlamento e encerra o primeiro lote de audições na comissão de inquérito: na quarta-feira foi ouvido o ainda presidente da CGD, José de Matos e na quinta-feira os deputados escutaram as palavras do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

A comissão de inquérito à Caixa, imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, tomou posse a 05 de julho na Assembleia da República, e é presidida pelo deputado do PSD José Matos Correia.

A comissão debruça-se, por exemplo, sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e aborda ainda o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, atualmente em negociação com Bruxelas.

Os trabalhos dos parlamentares são agora interrompidos para férias e a comissão de inquérito retoma a sua atividade no começo de setembro.

Lusa