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Crise Migratória na Europa

Estados Unidos vão acolher mais refugiados sírios

O chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, afirmou hoje em Washington que os Estados Unidos estão a avaliar as condições necessárias para acolher mais refugiados sírios.

Susan Walsh

"Encontrei-me com os membros [do Congresso norte-americano] hoje de manhã e estamos empenhados em aumentar o número [de refugiados sírios] que vamos receber", declarou o secretário de Estado norte-americano, à saída de uma reunião no Capitólio (sede do Congresso) sobre a temática dos migrantes e refugiados na Europa.

"Estamos a avaliar atentamente o número [de pessoas] que podemos gerir no que diz respeito à crise na Síria e na Europa", respondeu John Kerry, sem adiantar um possível número.

Os Estados Unidos têm estado sob pressão nos últimos dias para acolher mais refugiados sírios.

Atualmente, e após mais de quatro anos de guerra civil na Síria, cerca de 1.500 sírios encontraram refúgio nos Estados Unidos.

Em finais de setembro, os refugiados sírios em território norte-americano serão cerca de 1.800.

O Departamento de Estado prometeu que teria entre 5.000 a 8.000 sírios em solo norte-americano até ao outono de 2016.

Na semana passada, quando questionado pelo jornal eletrónico norte-americano Huffington Post sobre o afluxo sem precedentes de pessoas que procuram refúgio na Europa, John Kerry respondeu simplesmente que se tratava de uma questão "extremamente urgente" e que os Estados Unidos "poderiam fazer muito mais para proteger essas pessoas".

"Mas, não estou a falar em ter [mais refugiados] de maneira permanente", frisou então o chefe da diplomacia norte-americana.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) indicou que as autoridades norte-americanas terão em mãos cerca de 17 mil processos de refugiados sírios.

Várias vozes têm vindo a criticar a inação dos Estados Unidos perante a crise migratória na Europa, afirmando que a primeira potência mundial não está a fazer o suficiente em relação aos sírios.

Washington tem argumentado que é o maior doador de ajuda humanitária para as vítimas da guerra na Síria, com quatro mil milhões de dólares (cerca de 3,5 mil milhões de euros) disponibilizados desde 2011 para as agências das Nações Unidas e organizações não-governamentais.

Desde março de 2011, a Síria é cenário de um conflito civil que provocou mais de 240 mil mortos, segundo ativistas.

O ACNUR estimou que até ao final deste ano cerca de 4,27 milhões de pessoas terão fugido da Síria.

Lusa

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