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Refugiados na Europa

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Crise Migratória na Europa

Primeiro-ministro da Croácia garante direito de passagem para refugiados

O primeiro-ministro croata assegurou hoje que vai permitir a passagem dos migrantes que se dirigem para a Europa ocidental enquanto a Presidente convocou uma reunião do Conselho de Segurança nacional para discutir a gestão da crise migratória.

© Dominic Ebenbichler / Reuters

"[Os migrantes] poderão atravessar a Croácia e trabalharemos para esse objetivo (...) Estamos prontos a aceitar essas pessoas, independentemente da sua religião e da cor da sua pele, e dirigi-las para os destinos que pretendem, a Alemanha e a Escandinávia", declarou o primeiro-ministro Zoran Milanovic, ao responder aos deputados durante uma sessão parlamentar.

O chefe do Governo e líder dos sociais-democratas croatas proferiu estas declarações após a entrada hoje dos primeiros migrantes e refugiados neste país da União Europeia (UE), mais de 150, segundo referiu.

"Estas pessoas estão aqui (...) mas não pretendem vir para a Croácia, ou para a Hungria, e não entendo onde está o problema de deixá-los passar", disse Milanovic, que não deixou de criticar de forma virulenta as autoridades húngaras, país que fechou as suas fronteiras aos migrantes.

"Não aprovo a política de Budapeste e considero-a nociva e perigosa. A construção de muros não vai travar ninguém e envia uma horrível mensagem", insistiu, numa referência à barreira de arame farpado erguida pela Hungria ao longo da sua fronteira de 175 quilómetros com a Sérvia.

"Eles, os migrantes, serão autorizados a atravessar a Croácia e trabalharemos intensamente para esse objetivo (...) não vamos esquecer que somos seres humanos, a maioria entre nós é cristã. Muitos na Europa afirmam que são cristãos, mas o seu comportamento é o contrário", acrescentou Milanovic.

Já a Presidente da Croácia, Kolinda Grabar Kitarovic, eleita pelos nacionalistas conservadores da União Democrática Croata (HDZ), optou por alertar "contra as consequências da vaga dos migrantes e as suas potenciais repercussões sociais, económicas e securitárias".

"É necessário convocar uma reunião do Conselho de segurança nacional sobre esta questão", precisa o comunicado da presidência. A reunião poderá decorrer na sexta-feira, ou na terça-feira seguinte.

Além do chefe de Estado, este Conselho é composto designadamente pelo primeiro-ministro, os ministros da Defesa, Interior e Justiça, e os chefes da polícia e dos serviços de informações.

Lusa

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