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Crise Migratória na Europa

Alexis Tsipras defende redistribuição de refugiados a partir da Turquia e Grécia

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, defendeu hoje a cooperação da União Europeia (UE) com a Turquia para garantir a recolocação dos refugiados a partir desse país e evitar novos naufrágios no mar Egeu.

Reuters

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© Giorgos Moutafis / Reuters

"A nossa opção é que a recolocação se faça de forma coordenada e legal a partir da Turquia", disse Tsipras ao responder a uma pergunta do partido conservador Nova Democracia sobre as medidas decididas na cimeira europeia de domingo.

O chefe do governo grego propôs que a distribuição dos migrantes e refugiados pelos diversos países europeus seja efetuada quer a partir do país de primeira entrada, a Grécia, quer desde o país de origem, a Turquia.

Tsipras foi ainda particularmente duro pela forma como a UE tem gerido até ao momento a crise dos refugiados.

"Sinto vergonha pela incapacidade da Europa para enfrentar este drama humano", assinalou, para também criticar diversos países que exprimem a sua tristeza, com lágrimas hipócritas, pela morte de crianças no mar, mas que não se ocupam dos que permanecem vivos e fogem da guerra.

Desde o início de 2015 já se dirigiram para a Grécia mais de 500 mil migrantes e refugiados, na maioria provenientes das costas turcas, e dezenas morreram afogados no decurso da travessia.

O primeiro-ministro grego considerou necessário "manter atitudes coerentes com os valores europeus que estão em perigo de perder-se e isolar as vozes racistas na Grécia e na Europa".

Durante uma reunião de líderes parlamentares, Tsipras informou que o Governo excluiu a possibilidade de construir um grande centro para acolher 50 mil refugiados, mas comprometeu-se em construir "infraestruturas para o acolhimento".

A Grécia concordou em estabelecer pontos de apoio de emergência nas ilhas mais afetadas pela vaga migratória, e que permitam identificar os potenciais requerentes de asilo dos imigrantes económicos, e centros de acolhimento com capacidade entre 7.000 e 8.000 pessoas.

Em paralelo, vão ser erguidos centros de acolhimento na Grécia continental para alojar até 20 mil pessoas, enquanto um número similar receberá ajuda para viver em casas alugadas.

Durante a madrugada de hoje voltaram a ocorrer novos naufrágios no mar Egeu que provocaram pelo menos 22 mortos, incluindo 14 crianças e bebés.

A Grécia solicitou apoio à UE para garantir uma equipa de 370 especialistas responsáveis pela coordenação dos centros de identificação, mas até ao momento apenas tinham chegado 81.

A Organização internacional para as migrações (OIM) registou em setembro e outubro a morte de 69 crianças, mas as tragédias dos últimos dias fizeram subir estas vítimas para 76, para além das que permanecem desaparecidas.

A OIM e a agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR) detetaram recentemente um aumento recente do número de pessoas por embarcação com um aumento do risco de acidentes, e que associado ao agravamento das condições meteorológicas e às baixas temperaturas coloca em perigo os seus ocupantes.

Segundo o ACNUR, 502.500 refugiados entraram na Grécia em 2015, um número recorde.

Lusa

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