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Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

M.I.A. viaja com refugiados no vídeo da música "Borders"

A rapper M.I.A. estreou hoje o vídeo correspondente à música "Borders" ("Fronteiras"). A tradução do título para português é importante para nos contextualizarmos: nas imagens, a artista surge a acompanhar refugiados numa viagem perigosa para a Europa. Daquelas que, nos últimos tempos, nos habituámos a ver na televisão e nos jornais.

A maior parte dos artistas seria incapaz de abordar um assunto tão grave como a crise dos refugiados numa música. Não é o caso de M.I.A., cujo álbum novo se baseia em politizar a pop, uma vez mais. "O Mundo de que falei há cerca de 10 anos, ainda é o mesmo", postou a cantora, recentemente no Twitter. "É por isso que é difícil para mim dizê-lo, de novo, num novo trabalho."

Mathangi Maya Arulpragasam é M.I.A. (que significa "Missing In Action"). Tem origem tâmil e nasceu no Sri Lanka a 18 de julho de 1975. É ativista, o que influencia, naturalmente, a maneira como se move na música. E "Borders", cujo vídeo estreou hoje, é apenas mais uma que prova de que a rapper continua a ser única na capacidade de implementar ideias sobre a cultura pop e os temas globais importantes. O vídeo foi dirigido pela própria e faz uma afirmação sobre a crise de migração contínua, castiga a resposta dos políticos europeus e lamenta a construção de barreiras para impedir a entrada de imigrantes em vários países.

Numas imagens podemos ver as perigosas viagens dos migrantes, com barcos carregados de refugiados; noutras, cercas com arame farpado. No que diz respeito à música, "Borders" funde os estilos orientais e ocidentais e a letra questiona o tecido da sociedade moderna - política, identidades, privilégio, internet e smartphones, tal como noticia o The Guardian.

O quinto disco de M.I.A. vai ser lançado pela Interscope Records.

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite