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Crise Migratória na Europa

Cinco membros de ONG espanhola suspeitos de tráfico de pessoas em Lesbos

A justiça grega indiciou hoje criminalmente cinco socorristas a náufragos de uma organização não governamental (ONG) espanhola presos na ilha de Lesbos, principal porto de entrada dos migrantes na Europa, por suspeita de envolvimento no tráfico de pessoas.

Santi Palacios

De acordo com a agência noticiosa grega Ana, o procurador indiciou os cinco suspeitos, três deles espanhóis e dois dinamarqueses, por "ajuda à entrada de migrantes irregulares. Fontes policiais tinham referido inicialmente que todos possuíam nacionalidade espanhola.

O grupo deverá ser presente este fim de semana a um juiz de instrução, para eventuais acusações formais.

Dois deles, intercetados quarta-feira no mar pela polícia portuária, foram descobertos na posse de facas e de um radiotransmissor de ondas curtas não declarado, que originou suspeitas nos guardas-costeiros e implicou a detenção dos restantes três companheiros, precisou fonte policial.

O grupo afirmou às autoridades gregas estar ligado à ONG basca de socorristas marítimos DYA, e de atuar na ilha com um 'jet-ski' e uma ambulância para ajudar os milhares de refugiados que chegam a Lesbos provenientes das costas turcas a bordo de frágeis embarcações.

Devido à multiplicação nos últimos meses de ONG nesta ilha e a ausência de coordenação entre elas e as autoridades locais, a polícia anunciou recentemente que iria iniciar o registo sistemático do seu registo, para um acolhimento mais eficaz dos migrantes.

Situada no nordeste do mar Egeu, a ilha de Lesbos, como outras ilhas gregas desta região, é a primeira etapa dos migrantes que procuram chegar à Europa, e que depois pretendem seguir para o norte e oeste do continente.

A grande maioria dos refugiados e migrantes que entrou na Europa em 2015, cerca de 850 mil em um milhão, entrou pela Grécia, incluindo 816 mil por mar.

Lusa

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