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Mulheres refugiadas no Libano vítimas de exploração e assédio sexual

As mulheres sírias refugiadas no Líbano, mais vulneráveis devido à queda da ajuda internacional e ao endurecimento das condições de acolhimento, são vítimas de exploração e assédio sexual, denunciou hoje a Amnistia Internacional.

 ministra do Desenvolvimento das Mulheres e da Criança da Índia, Maneka Gandhi

ministra do Desenvolvimento das Mulheres e da Criança da Índia, Maneka Gandhi

© Youssef Boudlal / Reuters

Em relatório publicado antes da conferência de dadores para a Síria, prevista para quinta-feira em Londres, a Amnistia apela à comunidade internacional para que aumente o seu apoio financeiro e faça mais esforços para realojar os refugiados sírios, que saíram do seu país em massa desde 2011.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, 70% dos refugiados sírios no vizinho Líbano, cujo número ultrapassa o milhão, vivem abaixo do limite de pobreza definido no país.

Os refugiados que beneficiam de assistência estão confrontados com restrições severas, dado que os fundos dos dadores entregues à Organização das Nações Unidas estão aquém das necessidades.

Segundo a Amnistia, as mulheres refugiadas estão particularmente expostas à exploração. Muitas testemunharam o pagamento de remunerações extremamente baixas e exigência de alugueres de habitação exorbitantes. Algumas dizem-se vítimas de assédio sexual por parte dos seus patrões e até da polícia.

"Quer sejam mal pagas ou vivam em habitações sujas, mal isoladas e infestadas de ratos, a falta de estabilidade financeira provoca imensas dificuldades às mulheres refugiadas e encoraja as pessoas em situação de força a abusar delas", denunciou Kathryn Ramsay, investigadora da Amnistia.

O reforço das restrições no Líbano impede que numerosos refugiados renovem a autorização de residência, o que os coloca em situação de ilegalidade e a não se queixarem das situações de abuso, adiantou a organização.

O Líbano confronta-se com um afluxo massivo de refugiados, que já representam um quarto da sua população de quatro milhões, e endureceu desde 2015 as condições de acolhimento para os sírios.

Lusa

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