sicnot

Perfil

Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

Governo grego promete abrir cinco centros de registo de refugiados

O Governo grego reafirmou hoje a sua intenção de abrir na segunda-feira os centros de registo de refugiados e migrantes em cinco ilhas do mar Egeu, apesar dos protestos de parte da população contra estas novas instalações.

Alguns refugiados ficam a dormir no Aeroporto Internacional de Atenas, na Grécia.

Alguns refugiados ficam a dormir no Aeroporto Internacional de Atenas, na Grécia.

© Michalis Karagiannis / Reuter

"Aconteça o que acontecer, a partir de 15 de fevereiro vão estar prontos os centros de registo e recolocação", assegurou hoje o ministro da Defesa, Panos Kamenos, após uma reunião com responsáveis municipais de Sindos e Sidirokastro (norte).

Perante as pressões da Comissão Europeia (CE), que se referiu a "graves deficiências" no controlo das fronteiras externas por parte da Grécia, o Governo comprometeu-se a acelerar a abertura destes centros também designados "hot spots" (pontos quentes), que deveriam ter ficado concluídos em novembro.

Na semana passada, o Executivo anunciou que o ministério da Defesa se envolveria na construção dos recintos para acelerar a sua abertura.

Esta decisão motivou protestos de parte dos habitantes da ilha de Kos, que no fim de semana se envolveram numa refrega com a polícia após uma manifestação contra a construção do acampamento.

Devido à sua situação geográfica, muito perto das costas da Turquia, Kos é uma das principais portas de entrada para refugiados e migrantes que se dirigem para a União Europeia (UE).

Em entrevista ao diário Real News, Kamenos -- líder do partido da direita soberanista Gregos Independentes (Anel) que integra a coligação dirigida pelo partido da esquerda radical Syriza -- assegurou que por detrás destes protestos existe o interesse de alguns ilhéus em fazer negócio a partir das necessidades dos refugiados.

Já em declarações à cadeia televisiva privada Skai, o presidente da câmara de Kos, Yorgos Kyritsis (eleito pelos socialistas do Pasok, na oposição), pediu hoje ao Governo grego que cancele os seus planos e retire a polícia de intervenção, enviada para controlar os protestos.

Kyritsis argumentou que um centro de acolhimento poderá funcionar como uma "atração" para os traficantes e provocar o aumento das chegadas, como sucedeu em Lesbos, onde está em funcionamento o único centro de registo e acolhimento.

O responsável de Kos referiu em cartas previamente enviadas ao Governo e à oposição que o seu município, de 17.000 habitantes, poderia disponibilizar entre 4.000 e 7.000 metros quadrados, mas exigiu mais efetivos policiais, meios económicos, ajuda sanitária e um compromisso de que os registados abandonem a ilha num prazo de 24 horas.

O Governo, com estas novas instalações, pretende que se inicie a distinção entre refugiados e migrantes irregulares, que no último caso deverão ser enviados para centros de detenção fechados antes da sua eventual deportação.

Lusa

  • Tiroteio no Mississipi provoca oito mortos
    1:23

    Mundo

    Oito pessoas morreram, incluindo um polícia, depois de um tiroteio no estado norte-americano do Mississipi, nos Estados Unidos da América. O suspeito, um homem de 36 anos, já foi detido, mas as autoridades dizem que ainda é cedo para saber os motivos.

  • Milhares de brasileiros protestam na Praia de Copacabana contra Temer
    3:04
  • Portugal vai voltar a poder levantar a voz em Bruxelas
    1:40
  • Trump adia decisão sobre permanência nos acordos de Paris
    1:48
  • Polícia usa gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes contra cimeira do G7
    2:28

    Mundo

    A cimeira do G7 terminou este sábado com confrontos entre manifestantes e a polícia na ilha italiana da Sicília e sem o compromisso de Donald Trump sobre o Acordo de Paris para a redução de emissões de dióxido de carbono. O Presidente dos EUA fez saber na rede social Twitter que vai tomar a decisão final durante a próxima semana.