sicnot

Perfil

Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

Amnistia pede a Londres e Paris para reunirem famílias de migrantes separadas

A Amnistia Internacional pediu hoje a Paris e a Londres para "reunirem as famílias divididas de migrantes", transferindo de França para o Reino Unido os que ali têm familiares.

(Arquivo/Lusa)

(Arquivo/Lusa)

Pedro Nunes

Num comunicado, a organização internacional de defesa dos direitos humanos pede aos dois governos que "cooperem com a maior urgência para identificar, nos campos do norte de França, os refugiados e migrantes que têm laços familiares no Reino Unido para assegurarem uma transferência rápida para junto das respetivas famílias".

"As autoridades francesas e britânicas repetem incessantemente que ninguém pode atravessar o Canal da Mancha. Mas a nossa investigação mostra que numerosos refugiados e migrantes têm o direito de ser reunidos com a família no Reino Unido sem terem de apanhar comboios em andamento", afirmou Jean-François Dubost, responsável pelo programa sobre pessoas separadas da secção francesa da Amnistia Internacional, citado no comunicado.

Segundo a organização, cerca de 6.500 refugiados e migrantes vivem em campos improvisados em Calais e Dunkerque, no norte de França, pelo que Paris e Londres devem garantir "o acesso a um acompanhamento jurídico adequado para que os que têm membros da família no Reino Unido se lhes possam juntar".

Alguns migrantes em França têm, segundo a Amnistia, "sólidos argumentos jurídicos para se juntarem à família no Reino Unido, seja no âmbito do direito europeu seja da regulamentação britânica relativa à imigração".

"As regras em matéria de reunificação familiar restringem-se atualmente à família nuclear, ou seja, companheiros e filhos a cargo. Essas regras devem ser ampliadas para incluir membros da família alargada", afirma a organização, acrescentando que, dessa forma, "o Reino Unido partilharia com França a sua parte da responsabilidade na crise mundial dos refugiados".

Lusa

  • O fim do julgamento do caso BPN, seis anos depois
    2:26

    País

    O antigo presidente do BPN José Oliveira Costa tentou adiar o fim do julgamento principal do caso com um recurso para o Tribunal Constitucional. Apesar disso, a leitura do acórdão continua marcada para esta quarta-feira, quase seis anos e meio depois de os 15 arguidos se terem sentado pela primeira vez no banco dos réus.

  • José Oliveira Costa, o rosto do buraco financeiro do BPN
    3:04

    País

    José Oliveira Costa foi o homem forte do BPN durante 10 anos e tornou-se o rosto do gigantesco buraco financeiro. Manteve-se em silêncio durante todo o julgamento, mas falou aos deputados da comissão de inquérito, para negar qualquer envolvimento no escândalo que fez ruir o BPN.

  • Saída do Procedimento por Défice Excessivo marca debate no Parlamento
    1:40
  • Filhos tentam anular casamento de pai de 101 anos

    País

    O casamento de um homem de 101 anos com uma mulher com metade da idade, em Bragança, está a ser contestado judicialmente pelos filhos do idoso, que acusam aquela que era empregada da família de querer ser herdeira.