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Crise Migratória na Europa

Eslovénia vai colocar exército a ajudar polícia na fronteira o fluxo de migrantes

O parlamento esloveno autorizou hoje à noite o exército a ajudar a polícia a gerir o fluxo de migrantes que atravessa a fronteira croata para o espaço Schengen, a zona europeia de livre-trânsito abalada pela crise dos refugiados.

© Leonhard Foeger / Reuters

A proposta foi aprovada por 69 votos contra cinco, num parlamento com 90 lugares.

O primeiro-ministro, Miro Cerar, disse aos jornalistas, antes da votação, que era "uma decisão natural, dadas as circunstâncias" perante o fluxo permanente, acrescentando: "Não permite ações militares, mas permite a assistência à polícia nas tarefas de guardar a fronteira".

A proposta autoriza o exército a gerir o fluxo dos migrantes pelas fronteiras durante três meses, incluindo a detenção temporária de grupos de migrantes e entrega posterior à polícia.

O exército também está autorizado a usar a força em caso de emergência para "garantir a segurança dos cidadãos", adiantou Cerar.

No início deste mês, a Eslovénia apertou o controlo do fluxo de migrantes para evitar engarrafamentos no seu território, uma vez que a sua vizinha Áustria, no seu norte, limitou o número diário de entradas.

A Eslovénia, que tem uma fronteira externa do espaço Schengen com a Croácia, ao longo de 670 quilómetros, tornou-se um importante país de trânsito para os migrantes, saídos da Grécia, que pretendem chegar à Alemanha ou Áustria, em meados de outubro, que a Hungria fechou as suas fronteiras.

Desde então, mais de 470 mil migrantes entraram na Eslovénia e, depois de identificados, atravessaram a fronteira para a Áustria.

O ministro do Interior, Vesna Gyorkos Znidar, disse aos deputados que o apoio dos militares era urgente para aliviar a pressão sobre a polícia na fronteira e permitir-lhe "que faça as suas tarefas dentro do país, onde se esperam problemas significativos, quando os migrantes virem negada a entrada" na Áustria.

Lusa

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