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Crise Migratória na Europa

Menores não-acompanhados estão desprotegidos na evacuação do campo de Calais

O Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) declarou hoje que os menores não-acompanhados no campo de refugiados de Calais (norte de França), estão desprotegidos perante a ordem de despejo da parte sul, dada pela edilidade local.

Campo de refugiados de Calais, no norte de França.

Campo de refugiados de Calais, no norte de França.

© Pascal Rossignol / Reuters

Estes menores estão sozinhos no campo, alguns porque os pais morreram na viagem para Calais, outros porque decidiram viajar por iniciativa própria, em fuga de situações de conflito ou por decisão familiar, disse o representante da UNICEF, François Duchamp.

O alerta do Fundo da ONU surge depois de um tribunal administrativo francês ter decidido suspender a evacuação de parte do campo de refugiados de Calais, conhecido como "selva"

A camara de Calais tinha exigido a saída dos migrantes da parte sul do campo até às 20:00 (19:00 em Lisboa), mas a ordem foi contestada por um grupo de 250 migrantes e dez organizações humanitárias.

Erguido nas imediações do grande porto de Calais, este acampamento improvisado é a "casa" de pelo menos 3.700 migrantes, segundo as autoridades, que indicaram que entre 800 a mil migrantes iam ser afetados pela ordem de evacuação.

Os últimos dados recolhidos por organizações humanitárias que trabalham no local indicaram que pelo menos 3.450 pessoas viviam só na parte sul do acampamento, incluindo 300 crianças não acompanhadas.

Estes migrantes, a maioria proveniente da Síria, Afeganistão ou do Sudão, têm a esperança de conseguirem passar de forma ilegal para o Reino Unido, através do túnel sob o canal da Mancha (Eurotúnel), em comboios ou em camiões de mercadorias.

A situação é especialmente grave para os maiores de 15 anos que, ao contrário, das crianças abaixo deste limite de idade, não ficam a cargo do Estado e estão à mercê da "violência e exploração", se não receberem assistência de associações dos direitos humanos a atuar na zona, afirmou Duchamp.

A UNICEF denunciou assim "importantes disfunções" no dispositivo francês de proteção da infância e a falta de alternativas ao desmantelamento de parte do campo.

Duchamp propôs que seja aplicado o "direito comum" já vigente ou que se estabeleça um "sistema excecional" para apoiar crianças e adolescentes na passagem por Calais, onde os migrantes esperam a possibilidade de atravessar o canal para o Reino Unido.

"O risco de desaparecimentos e dificuldades na identificação deste grupo vulnerável é inevitável num contexto de desmantelamento", concluiu o presidente da UNICEF em França, Jean-Marie Dru.

Lusa

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