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Crise Migratória na Europa

Áustria acusa Grécia de agir como uma "agência de viagens" de refugiados

O chanceler da Áustria, Werner Fayman, acusou hoje a Grécia de se comportar "como uma agência de viagens", por encaminhar os requerentes de asilo para outros destinos europeus, em vez de os acolher no país.

Petros Giannakouris

"Eu não compreendo a política dos gregos. É inaceitável que a Grécia atue como uma agência de viagens", que encaminha os refugiados para outros destinos europeus, criticou Werner Faymann ao jornal diário Österreich, acrescentando que a Grécia recebeu no ano passado 11.000 requerentes de asilo e a Áustria 90.000.

O desentendimento entre Viena e Atenas intensificou-se depois de a Áustria ter definido, há cerca de uma semana, quotas para imigrantes que pretendam entrar no seu território, imitando os seus vizinhos nos Balcãs, o que criou um gargalo na Grécia.

A Áustria, que tem 8,5 milhões de habitantes, quando a Grécia tem aproximadamente 11 milhões, afirma que é dos países da União Europeia que mais migrantes (por habitante) acolheram no ano passado, depois da Suécia.

O país aceitou receber cerca de 37.500 refugiados suplementares este ano, um rácio que, se fosse aplicado em toda a União Europeia, permitiria acolher dois milhões de migrantes, segundo Werner Faymann.

Em 2015 alcançaram as costas gregas a partir da Turquia cerca de 851.000 migrantes e refugiados, com 103.000 a serem salvos pela guarda costeira. A maioria era proveniente da Síria (57%), seguindo-se o Afeganistão (24%) e o Iraque (9%).

Atenas argumenta ter despendido mais de 350 milhões de euros apenas em operações de resgate, transporte, acolhimento e realojamento dos refugiados. Dos 446 milhões de euros de financiamento prometidos por Bruxelas -- com um quarto desse valor a ser pago pelos contribuintes gregos -- apenas foram disponibilizados 33 milhões de euros para dar resposta à crise migratória.

Lusa

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