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Crise Migratória na Europa

União Europeia aceita estudar plano turco

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Terminou em Bruxelas a cimeira que reuniu os líderes da União Europeia e a Turquia. Os 28 concordaram em analisar as propostas turcas em pormenor até à próxima cimeira de líderes que vai decorrer nos dias 17 e 18 de março.

OLIVIER HOSLET

A Turquia pretende um apoio financeiro que ronda os três mil milhões de euros até ao final de 2018 para controlar o afluxo migratório com origem no território turco.

Ancara compromete-se, também, a receber os denominados migrantes económicos expulsos da Europa por não preencherem as condições de asilo, para que depois sejam repatriados para os países de origem.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia aceitaram hoje estudar o novo plano turco para conter o fluxo de migrantes para a Europa.

As autoridades turcas pediram a antecipação da liberalização dos vistos, a abertura de cinco novos capítulos nas negociações da adesão da Turquia à União Europeia, uma nova verba de três mil milhões de euros em 2018 e um compromisso dos 28 para que recebam um refugiado por cada migrante que seja devolvido ao país.

"O presidente do Conselho Europeu recebeu as propostas e trabalhará sobre os detalhes com a parte turca antes do Conselho Europeu de março", anunciou o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, numa mensagem no Twitter.

Os líderes da União Europeia (UE) têm uma semana e meia para fechar um acordo com a Turquia sobre como lidar com o fluxo migratório, depois de 12 horas de negociações entre Bruxelas e Ancara, foi anunciado em Bruxelas.

A reunião UE-Turquia começou às 12.30 de segunda-feira, tendo terminado cerca de 12 horas depois.

Os trabalhos prolongaram-se porque Ancara apresentou uma "proposta mais ambiciosa" do que o esperado, como disse o primeiro-ministro, António Costa, em declarações aos jornalistas.

O seu homólogo turco, Ahmet Davutoglu, exigiu a antecipação da liberalização dos vistos, a abertura de cinco novos capítulos nas negociações da adesão da Turquia à UE - nomeadamente nas áreas da energia e assuntos internos.

Ancara quer ainda, numa proposta avançada oralmente durante o almoço de trabalho, uma nova verba de três mil milhões de euros em 2018 e um compromisso dos 28 para que recebam um refugiado por cada migrante económico que seja devolvido à Turquia.

Com Lusa

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