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Crise Migratória na Europa

Portugal recebe mais 111 refugiados em junho

Portugal recebe mais 111 refugiados em junho

Portugal prepara-se para receber mais de uma centena de refugiados durante o mês de junho. O número foi hoje avançado pela ministra da Administração Interna, para quem as maiores dificuldades são agora de natureza burocrática. Hoje chegaram 31 a Lisboa.

Os refugiados que hoje chegaram a Portugal são na maioria sírios, vindos da Grécia, através do chamado mecanismo de recolocação.

Com a chegada deste novo grupo, Portugal já recebeu ao todo 335 pessoas, a maioria síria, mas também migrantes da Eritreia, vindos através de Itália.

A ministra da Administração Interna precisou que os 31 refugiados chegados hoje, recebidos por Portugal ao abrigo do mecanismo europeu de recolocação, se vão juntar às 335 pessoas que já chegaram a Portugal, "sobretudo de nacionalidade síria, que vêm da Grécia, e também de nacionalidade eritreia, que vêm de Itália".

Constança Urbano de Sousa assinalou ainda que a rede de acolhimento de refugiados está dispersa por todo o território do país e indicou que 52 municípios também estão envolvidos no acolhimento e integração destes refugiados.

O Governo garante que o país já recebeu de Bruxelas, as verbas que dizem respeito ao acolhimento e integração dos refugiados. Todos eles estão a ser distribuídos por todo o país, através de instituições de solidariedade social, num total de 52 municípios.

Mais 111 refugiados em junho

"Nas próximas semanas vamos receber mais refugiados oriundos da Grécia, cumprindo assim aquilo que é o nosso dever, não apenas jurídico mas civilizacional enquanto país europeu", disse Constança Urbano de Sousa, que hoje recebeu em Lisboa o Comissário Europeu para as Migrações, Assuntos internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos.

"Também vamos começar a receber os primeiros refugiados sírios que vêm reinstalados a partir da Turquia", adiantou a ministra em declarações a jornalistas.

Maiores dificuldades são agora burocráticas

Numa referência às dificuldades em torno deste processo de acolhimento, a ministra destacou os "procedimentos estabelecidos no direito da UE que estão a cargo das autoridades territorialmente competentes", em particular as gregas ou italianas.

"E são procedimentos que têm de ser cumpridos, são talvez um pouco burocráticos e não adequados à emergência do problema", ressalvou a responsável pela Administração interna sublinhando que de momento "já estão resolvidas" muitas das dificuldades logísticas.

A ministra referiu um "maior envolvimento do gabinete europeu de asilo" na abordagem a estes processos.

"Penso que a partir de agora estão criadas as condições para que este processo de recolocação seja mais rápido, mais célere, de forma a também atingirmos o objetivo fixado inicialmente e cumprirmos o nosso dever", disse.

Constança Urbano de Sousa também confirmou que as verbas destinadas aos refugiados já foram disponibilizadas e estão a ser distribuídas pelas associações que integram e acolhem estas pessoas.

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