sicnot

Perfil

Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

Confrontos entre migrantes e polícia em Calais

Confrontos entre centenas de migrantes e agentes da polícia francesa decorriam hoje à tarde numa saída da autoestrada de Calais, no norte de França, junto ao campo conhecido como "a Selva", segundo a agência de notícias francesa, AFP.

Calais, França (Arquivo)

Calais, França (Arquivo)

© Pascal Rossignol / Reuters

As forças da ordem dispararam várias granadas de gás lacrimogéneo para tentar afastar os requerentes de asilo que, com a ajuda de diversos objetos, fazem abrandar o trânsito para tentarem entrar em camiões que se dirigem para o Reino Unido.

Até agora, os confrontos não fizeram feridos nem do lado dos migrantes, nem da polícia, de acordo com as autoridades regionais, que deram conta da detenção de pelo menos um migrante por "lançamento de projétil".

Várias grades de segurança na berma da estrada foram também desmontadas por migrantes, alguns dos quais subiram a camiões e tentaram cortar as lonas dos respetivos reboques para aí viajarem escondidos.

A estrada de acesso ao porto foi, por seu lado, encerrada no sentido dos embarques a partir das 16:00 locais (15:00 de Lisboa), segundo a AFP. Foram indicados desvios, mas o resultado foi engarrafamentos de vários quilómetros numa autoestrada, nos dois sentidos.

Estes distúrbios, que ocorrem com bastante regularidade, registaram-se desta vez em pleno dia, e não de noite, como era habitual, e no início da semana, quando o trânsito é normalmente mais abundante a partir de quarta-feira.

De acordo com a mais recente contagem realizada pela câmara municipal em meados de maio, a população total que reside no campo de la Lande, em Calais, apelidado como "a Selva", eleva-se a 3.913 migrantes.

Nessa data, associações de ajuda aos refugiados (Help Refugees e l'Auberge des Migrants) davam conta de 5.188 pessoas, um número que reviram em alta, para 6.123, no início de junho.

Lusa

  • Governo quer reduzir gastos com papel na função pública
    1:08

    Economia

    O Governo proibiu a livre utilização das impressoras pelos funcionários públicos. O ministro das Finanças quer assim reduzir em 20% a despesa em consumo de papel e, ao mesmo tempo, minimizar a perigosidades dos resíduos produzidos com as impressoras, no Estado.