sicnot

Perfil

Refugiados na Europa

Refugiados na Europa

Crise Migratória na Europa

Interpol lança caça aos traficantes de migrantes

A Interpol emitiu hoje um apelo para testemunhas que ajudem a deter 123 suspeitos de pertença a redes criminosas de imigração clandestina, um tráfico estimado em mais de cinco mil milhões de euros em 2015, só para a Europa.

© Darrin Zammit Lupi / Reuters

Visando 180 suspeitos, no total, a operação "Hydra", que envolve 44 países e o departamento europeu da polícia Europol, já permitiu, no início de maio, deter 26 pessoas e localizar outras 31, precisou em comunicado a organização internacional de cooperação policial sediada em Lyon.

Entre aquelas que são ainda procuradas, dez estão a ser alvo de particular publicidade por parte da Interpol, que divulgou as suas fotografias.

"São pessoas particularmente difíceis de localizar, há um grande trabalho de bastidores", comentou uma porta-voz da organização policial.

Um bósnio perseguido pela Croácia, um azeri ex-responsável pelo controlo de passageiros no aeroporto de Baku, um moldavo, um búlgaro, um esloveno, um afegão, um iraquiano, um vietnamita, um paquistanês e um eritreu: estes dez suspeitos são "malfeitores procurados à escala internacional", sublinhou a Interpol.

Entre os já detidos, um marroquino de 39 anos é acusado de ter fornecido documentos de identificação belgas falsos a três refugiados sírios, por uma média de 12.000 euros cada.

Um sérvio de 43 anos é acusado de pertencer a um esquema que fez passar 25 migrantes da Sérvia para a Hungria.

Uma rede criminosa albanesa que transportava refugiados em barcos pneumáticos entre França e Inglaterra, faturando pelos seus serviços quase 14.000 euros por pessoa, foi também identificada e vários dos seus membros foram detidos, entre os quais um que realizava as viagens e outro que tratava da contabilidade.

Um iraniano de 40 anos, presumível membro de uma rede ativa entre o Irão e vários países da Europa, foi detido em Espanha. Este gangue é acusado de ter confiscado os passaportes das suas vítimas, em que se incluíam crianças, para aumentar as tarifas durante a viagem, faturando, no final, várias centenas de euros por pessoa.

"As redes criminosas implicadas não se preocupam com a segurança ou o bem-estar das pessoas que usam os seus serviços ilegais, que, para elas, não são mais que outra forma de fazer negócio e, como vimos, com resultados trágicos em todo o mundo", salientou Michael O'Connell, diretor da unidade de apoio operacional da Interpol, no comunicado.

"A operação Hydra destina-se a desmantelar estas redes, a impedi-las de lucrar com o desespero das pessoas e a fazê-las comparecer perante a justiça, e queríamos encorajar quem quer que disponha de informações a entrar em contacto connosco", acrescentou.

A Interpol tinha anunciado em outubro o lançamento da "Hydra", destinado a favorecer a troca de informações sobre a localização dos grupos de traficantes de pessoas e a melhorar o trabalho em rede dos investigadores. Como é seu hábito, a organização forneceu poucos pormenores sobre o formato das suas operações, calendário e meios.

Concebida com base no modelo de anteriores operações que visavam capturar fugitivos acusados de homicídio, pedofilia, violação e tráfico de droga, a "Hydra" mobilizou 28 oficiais de polícia especializados na luta contra a imigração clandestina, de 24 nacionalidades diferentes, na sede da Interpol durante a sua "fase operacional" entre 09 e 13 de maio.

Segundo um primeiro relatório divulgado em fevereiro em Haia, sede da Europol, os filões de imigração clandestina para a Europa tornaram-se uma fonte considerável de lucro para o crime organizado.

Em 2015, elas terão obtido até seis mil milhões de dólares (mais de cinco mil milhões de euros), estimativa feita a partir do número de pessoas entradas na Europa, de acordo com a agência Frontex (um milhão), e do preço pago por uma passagem clandestina (entre 3.200 e 6.500 dólares), que foi o caso de 90% dos migrantes que entraram clandestinamente na União Europeia, segundo as mesmas fontes.

Lusa

  • Marcelo já sabia da substituição do embaixador de Angola
    4:00

    País

    O Presidente da República sabia há bastante tempo da substituição do embaixador de Angola em Lisboa e já tinha aprovado o nome do futuro representante de Luanda. A revelação foi feita, esta terça-feira, por Marcelo Rebelo de Sousa, numa conversa exclusiva com a SIC no Palácio de Belém. O Presidente contou ainda que não vai enviar recados ao Governo nem aos partidos no discurso de 25 abril que vai fazer na Assembleia da República.

    Exclusivo SIC

  • Chegaram os brinquedos de cartão para a consola
    6:24
  • O 10 de julho de 1941 na escrita de João Pinto Coelho
    15:09
  • Governo promete melhorar condições de 26 mil famílias
    1:23

    País

    O ministro do Ambiente explicou esta terça-feira, no Parlamento, as novas medidas para a habitação: reduzir os impostos para arrendamentos longos, melhorar as condições de 26 mil famílias e introduzir o arrendamento vitalício para maiores de 65 anos. Este é um investimento que vai chegar aos 1700 milhões de euros.

  • Pato em excesso de velocidade faz disparar radar numa estrada suíça
    1:31
  • Peixe-galo e batatas rosti, qual o cardápio do encontro entre os líderes das Coreias?

    Mundo

    O menu do encontro entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, já foi dado a conhecer esta terça-feira. Através do site oficial do Governo, Seul anunciou um cardápio com vários pratos típicos da Península da Coreia, como dumplings ao vapor, arroz cultivado na Coreia, carne grelhada, salada fria com polvo, peixe-galo, batatas rosti e sopa fria.

    SIC

  • O vestido de noiva de Megan Markle
    1:17