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Crise Migratória na Europa

Mais de 100 mortos em naufrágio na costa do Egito

© Mohamed Abd El Ghany / Reuter

O balanço do naufrágio de uma embarcação de pesca que transportava centenas de migrantes perto da costa do Egito elevou-se para 108 mortos após a recuperação de 53 corpos, indicou hoje um responsável do Ministério da Saúde egípcio.

"Foram recuperados [hoje de manhã] 53 corpos", afirmou o representante egípcio, Adel Khalifa.

A embarcação virou-se na quarta-feira no Mediterrâneo, a cerca de 12 quilómetros ao largo da cidade portuária de Rosetta, e 163 pessoas foram resgatadas.

Um responsável local informou entretanto que pelo menos 115 pessoas perderam a vida no incidente de quarta-feira.

Não existem informações disponíveis até ao momento para explicar a discrepância entre os números de vítimas avançados pelos dois responsáveis.

Este naufrágio surge meses após responsáveis da agência de gestão de fronteiras da União Europeia (Frontex) ter alertado para o crescente número de migrantes que tentam alcançar a Europa a partir do Egito, um novo ponto de partida para a perigosa travessia e que surge na sequência do encerramento da rota dos Balcãs e do acordo União Europeia (UE)/Turquia sobre migrações e refugiados.

As embarcações disponibilizadas pelos traficantes estão muitas vezes em mau estado e sobrelotadas com passageiros que pagaram a viagem.

De acordo com a ONU, mais de 10.000 pessoas morreram desde 2014 quando tentavam atravessar o Mediterrâneo em direção à Europa.

"O Egito está a tornar-se num país de partida", tinha já referido em junho o diretor executivo da Frontex, Fabrice Leggeri, numa entrevista a jornais regionais alemães.

"Este ano, [até meados de setembro], 1.000 embarcações vindas Egito chegaram a Itália", disse.

De acordo com os dados mais recentes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 300.000 migrantes atravessaram o Mediterrâneo para chegar à Europa em 2016, contra 520.000 nos primeiros nove meses de 2015.

Lusa

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