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Crise Migratória na Europa

Extrema-direita europeia envia navio para o Mediterrâneo para lutar contra a imigração

Um navio fretado por ativistas de extrema-direita está a dirigir-se para o mar Mediterrâneo para lutar contra a imigração clandestina ao largo da Líbia, divulgaram esta terça-feira os promotores da iniciativa.

A iniciativa intitulada "Defend Europe" (Defender a Europa, em português) é promovida pelo grupo extremista Génération Identitaire (GI), em particular pelos núcleos francês, italiano e alemão da organização.

Os ativistas de extrema-direita conseguiram fretar o navio de 40 metros, o C-Star, e a respetiva tripulação com fundos angariados numa campanha lançada na Internet em meados de maio.

Apesar de alguns constrangimentos técnicos -- uma ação promovida por grupos opositores conseguiu bloquear o acesso à conta da campanha -- os ativistas de extrema-direita conseguiram angariar 76 mil euros junto de mil doadores.

O navio partiu no final da semana passada de Djibuti e deve cruzar na quinta-feira o canal do Suez, que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo.

Na próxima semana, os ativistas vão embarcar na Catânia (Sicília) antes de prosseguir em direção à costa líbia. O objetivo "é mostrar a verdadeira cara das organizações não-governamentais (ONG) que se designam como humanitárias, a sua colaboração com a máfia dos traficantes, e as consequências mortais das suas ações no mar", explicou um dos promotores da ação, Clément Galant, num vídeo divulgado pelo GI nas redes sociais.

"Durante a nossa missão, vamos cruzar-nos com embarcações cheias de clandestinos, vamos chamar a guarda-costeira líbia para resgatar essas pessoas e vamos garantir que chegam em segurança", acrescentou o ativista.

O objetivo do grupo extremista é que os migrantes sejam reconduzidos para a Líbia. A guarda costeira italiana considera que a Líbia não é um "porto seguro" no âmbito do Direito Marítimo e Portuário e efetua sempre a transferência para Itália dos migrantes que são resgatados sob a sua coordenação.

"Ao salvar as pessoas e criar obstáculos às redes de tráfico, podemos salvar a Europa e salvar vidas ao mesmo tempo", disse um porta-voz do núcleo italiano do GI.

A chegada deste barco está a suscitar preocupação entre as várias ONG envolvidas nas operações de resgate de migrantes no Mediterrâneo, mas também junto do governo italiano que quer impor aos ativistas de extrema-direita um rigoroso código de conduta.

Em França, um organismo governamental relatou esta ação à justiça, denunciando uma "incitação à discriminação" e um "risco de obstrução" das operações de resgate.

Mais de 100.000 migrantes e refugiados chegaram desde janeiro à Europa dos quais 85.000 embarcaram para Itália após atravessarem o Mediterrâneo a partir das costas líbias e 2.247 morreram ou estão desaparecidos, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Lusa

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