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Descarrilamento na Galiza

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Partidos galegos suspendem campanha eleitoral

Os partidos políticos galegos - incluindo o PP, o Partido Socialista da Galiza e o En Marea (que inclui o Podemos) - suspenderam os atos de campanha previstos para hoje devido ao acidente com um comboio português em O Porriño (Pontevedra).

O acidente, ocorrido às 09:30 locais (08:30 de Lisboa), envolveu um comboio da CP com 63 passageiros a bordo (na rota Vigo-Porto) e causou pelo menos três mortos, incluindo o maquinista português, e 12 feridos.

O PP (Partido Popular), PSdeG (Partido Socialista da Galiza) e o En Marea (a marca do Podemos para as eleições regionais galegas) lamentaram, em comunicado, o acidente e manifestaram o seu pesar às famílias das vítimas. A Galiza celebra eleições autonómicas (regionais) a 25 de setembro.

O jornal Voz da Galiza noticiou entretanto que também o Bloque Nacionalista Gallego (BNC) e o Ciudadanos teriam suspendido as ações de campanha. A confirmar-se esta informação, significa que os cinco principais partidos das eleições galegas suspenderam a campanha por um dia devido ao acidente ferroviário.

As últimas sondagens do Centro de Investigações Sociológicas (CIS) publicadas na quinta-feira indicam que o PP ganharia com maioria absoluta as eleições regionais na Galiza caso a votação fosse hoje, com o PSOE prestes a ser ultrapassado pelo En Marea como segunda força política.

Nas eleições marcadas para 25 de setembro, o Partido Popular na Galiza, que tem Alberto Núñez Feijóo como candidato à reeleição, poderá obter entre 40 e 41 assentos no parlamento regional, enquanto o Partido Socialista da Galiza poderá baixar dos atuais 18 deputados regionais para 16 (o En Marea poderá obter entre 15 e 17 assentos).

As eleições regionais na Galiza estão a ser vistas pelos analistas em Espanha como um momento de clarificação para a política nacional, já que uma vitória clara do PP e uma derrota forte do PSOE podem alterar as posições de ambos os partidos quanto às suas lideranças. Alterações nas lideranças de PP e PSOE poderiam, por seu turno, desbloquear possíveis acordos de formação de governo.

Espanha continua com um governo em funções (PP, de Mariano Rajoy) desde as eleições legislativas de 20 de dezembro (que foram repetidas a 26 de junho), uma vez que nenhum dos partidos obteve votos para governar sozinho e nenhum consegue os apoios para governar em minoria.

Lusa

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