Ébola

RD Congo confirma um caso de Ébola na cidade de Mbandaka

Desinfeção e proteção de equipa em formação para lidar com o novo surto de Ébola na RD Congo.

Stringer .

A República Democrática do Congo tinha anunciado no início deste mês que estava a "enfrentar um novo surto da doença do vírus do Ébola", na altura confinado a uma província da região noroeste do país. As autoridades congolesas estão agora em alerta com o registo de um caso na cidade de Mbandaka, receando que a chegada do vírus a uma zona urbana possa dificultar o controlo do surto.

Poucos dias depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) garantir 4.000 doses de vacinas para disponibilizar à população da República Democrática do Congo (RD Congo) para fazer frente a um novo surto de Ébola, o ministro da Saúde vem confirmar um caso de Ébola em Mbandaka, cidade com 1 milhão de habitantes, a cerca de 130 quilómetros da zona onde foram detetados os primeiros casos da doença, no início de maio.

Mbandaka é um centro urbano com ligações rodoviárias e ferroviárias para a capital Kinshasa.

Até agora há registo de 42 pessoas infetadas no novo surto de Ébola na RD Congo, das quais 23 já morreram.

A doença por vírus do Ébola é altamente contagiosa e é transmitida por contacto direto com fluidos ou secreções corporais de pessoas infetadas, mortas ou vivas. Pode também ser transmitida através do contacto direto com superfícies, objetos ou roupas contaminadas.


Vacina ainda em fase experimental

Os sintomas mais frequentes são febre, náuseas, vómitos e diarreia, dores abdominais, dores musculares, dores de cabeça, dores de garganta, fraqueza e hemorragia, que aparecem subitamente entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus.

Não existe, neste momento, tratamento específico para a doença, nem vacinas comercialmente disponíveis. Contudo, a OMS anunciou o envio de 4.000 dose da vacina, ainda em fase experimental, para a RD Congo. O risco de efeitos secundários da vacina é ainda elevado, por isso precisa de autorização dos governos para poder ser usada.Trata-se da vacina Vsv EBOV, validada pelo Governo da RD Congo desde 2017.

Foi testada durante o surto de Ébola que atingiu a África Ocidental, entre o final de 2013 e 2016, e que afetou sobretudo a Guiné-Conacri, a Serra Leoa e a Libéria. Esta é considerado surto mais grave e prolongado desde que o vírus foi descoberto, em 1976. Na altura, foram contabilizados cerca de 28.601 casos, desde que surgiu em dezembro de 2013. Um terço dos doentes (11.299) acabou por morrer.

Para fazer face ao novo surto de Ébola na RD Congo, equipas da OMS, da UNICEF, da Federação Internacional da Cruz Vermelha e dos Médicos Sem Fronteiras deslocaram-se na semana passada para Bikoro, um lugar remoto e com infraestruturas rudimentares na RD Congo, informou o diretor de emergências da OMS, Peter Salama.

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