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UNESCO exige fim imediato das hostilidades na cidade síria de Palmira

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, apelou esta quarta-feira para o "fim imediato" das hostilidades na cidade histórica de Palmira, na Síria, que foi esta quarta-feira dominada pelos 'jihadistas' do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI). 

Segundo a televisão estatal síria, "as forças armadas atingiram grupos de terroristas do EI no norte de Palmyra e impediram a sua infiltração a partir de áreas no norte da cidade". (Arquivo)

Segundo a televisão estatal síria, "as forças armadas atingiram grupos de terroristas do EI no norte de Palmyra e impediram a sua infiltração a partir de áreas no norte da cidade". (Arquivo)

© Khaled Al Hariri / Reuters

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou hoje que após várias horas de confrontos, "combatentes do EI tomaram posse de partes do norte da cidade, que representam um terço de Palmira", tendo as forças do regime abandonado aqueles bairros.  

Em nota divulgada na página da agência da ONU, Irina Bokova disse estar "profundamente preocupada" com as notícias que dão conta de que os combatentes do EI tomaram posse de partes do norte da cidade, classificadas como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).  

"A luta está a colocar em risco um dos mais significativos locais do Oriente Médio e sua população civil", considerou Irina Bokova, exortando "a comunidade internacional a fazer de tudo o que estiver ao seu alcance para proteger a população civil e salvaguardar a herança cultural de Palmira". 

"Em definitivo, é imperioso que todas as partes respeitem as obrigações internacionais de proteger o património cultural durante o conflito", declarou a diretora-geral daquela agência da ONU.

Segundo a televisão estatal síria, "as forças armadas atingiram grupos de terroristas do EI no norte de Palmyra e impediram a sua infiltração a partir de áreas no norte da cidade".

Trata-se da segunda vez que o grupo radical ocupa o norte de Palmira, depois ter lançado em 13 de maio uma ofensiva contra a cidade, que já causou centenas de mortos. Os mesmos bairros foram conquistados no sábado, mas estiveram na posse do EI menos de 24 horas.

Mohammad, um ativista de Palmira, disse à agência France Presse que "os soldados do regime fugiram depois de o EI ter ocupado o edifício da segurança do Estado" na zona norte da cidade.

"Eles dirigiram-se para a sede dos serviços de informação militares perto das ruínas", adiantou.

A UNESCO tem alertado para o risco que correm as ruínas de Palmira desde o início da ofensiva 'jihadista', depois de o EI ter destruído tesouros arqueológicos no Iraque.

A cidade com mais de 2000 anos tem grande importância estratégica para o grupo radical, estando situada no grande deserto sírio limítrofe da província iraquiana de Al-Anbar, que o EI já controla em grande parte.
Lusa
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