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Daesh arrecada 75 M€ por mês mas está em dificuldades

O grupo terrorista Daesh (autodenominado Estado Islâmico) arrecada 75 milhões de euros por mês, nos territórios que controla na Síria e no Iraque, mas regista dificuldades financeiras, segundo um estudo hoje publicado. De acordo com os analistas,"os esforços feitos para atingir as fontes de rendimento do Daesh estão a começar a compensar".

Refinaria de petróleo de Baiji, norte de Bagdade, reconquistada ao Daesh a 16 de outubro de 2016.

Refinaria de petróleo de Baiji, norte de Bagdade, reconquistada ao Daesh a 16 de outubro de 2016.

© Thaier Al-Sudani / Reuters

De acordo com o IHS, um instituto de análise e monitorização de conflitos com sede em Londres, metade destes rendimentos são obtidos em taxas e confiscações e 43 por cento com o petróleo e gás, atividades debilitadas pelos bombardeamentos da coligação internacional e da Rússia.

O Daesh tem dificuldade em equilibrar o orçamento e recentemente terá sido obrigado a baixar os salários dos combatentes e a aumentar o preço de serviços como eletricidade, sublinha o IHS.

O instituto afirma que o grupo extremista sunita procura financiamento alternativo e passou a taxar sistematicamente a população, que procura abandonar o território sob o seu domínio.

O IHS identifica seis fontes de rendimentos do Daesh: "produção e tráfico de petróleo e gás, taxas sobre atividades comerciais nos territórios que controla, confiscação de terras e propriedades, tráfico de drogas e antiguidades, atividades criminosas como assaltos a bancos ou raptos com pedido de resgates, e empresas públicas".

De acordo com o IHS, o Daesh não depende de contribuições de particulares ricos, nomeadamente do Golfo, como acontece com a rede terrorista Al-Qaeda.

"O Daesh controla um aparelho estatal (na Síria e no Iraque) e aplica taxas à população, confisca propriedades, cria riqueza com empresas públicas, bem como com o petróleo e gás. Os outros grupos terroristas não têm isto", explicou à agência noticiosa francesa AFP Columb Strack, analista do IHS.

"Ao mesmo tempo, porque gere um Estado, a maior parte deste dinheiro vai para a gestão deste território. Não é como se conseguissem fazer 75 milhões para gastar em armas e bombas", sublinhou.

Ludovico Carlino, um outro analista do IHS, disse que o grupo extremista "cobra uma taxa de 20% sobre todos os serviços", como a eletricidade, as redes telemóveis ou indústria.

A coligação internacional e a Rússia atacam o Daesh na carteira quando bombardeiam campos petrolíferos e gasíferos, principalmente no leste sírio.

E para Strack "os esforços feitos para atingir as fontes de rendimento do Daesh estão a começar a compensar", nomeadamente, ao conseguirem reduzir a capacidade de transformar estas matérias primas. Além disso, os acessos à Turquia são reduzidos, o que obriga o Daesh a voltar-se para os mercados sírio e iraquiano para vender petróleo.

Strack afirmou que o apogeu do poderio do EI se verificou no verão do ano passado, após a conquista de Mossul, no Iraque. "A partir daí, perderam terreno e começaram a perder dinheiro", indicou.

Lusa

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