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Berlim, Paris e Roma exigem medidas eficazes da UE para combater tráfico de arte que financia Daesh

Os ministros da Cultura alemão, francês e italiano exigiram hoje à Comissão Europeia (CE) medidas "eficazes" na luta contra o tráfico de objetos culturais para travar uma das fontes de financiamento de grupos terroristas, como o Daesh.

Reuters/Arquivo

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© Reuters Photographer / Reuter

"Com a destruição cruel de lugares históricos, como em Nimrud (norte do Iraque), Palmira (centro da Síria) e de vários outros locais no Médio Oriente, os terroristas (do Daesh) atacam o coração dessas regiões que são parte do berço da nossa civilização", escrevem os três ministros num pedido conjunto enviado à CE.

Monika Grutters (ministra da Cultura da Alemanha), Fleur Pellerin (França) e Dario Francheschini (Itália) salientaram no documento ser tempo de a Europa, em nome dos seus valores e da segurança, "agir com maior eficácia (...) contra o comércio de bens culturais".

"A Europa deve criar uma base jurídica adequada para combater o comércio ilegal (desses bens) para que ponha termo ao financiamento do terrorismo", insistem os três governantes europeus, que lembram que o tema já consta da agenda securitária da Comissão Europeia desde 28 de abril último.

Grutters, Pellerin e Francheschini afirmam "deplorar" a ausência de instrumentos jurídicos específicos para combater a transferência ilegal de objetos culturais no seio da União Europeia (UE) e apelam à apresentação, o mais depressa possível, de regulamentação europeia que vise interditar, "com a eficácia necessária", a importação de bens culturais" ilegais.

O Daesh controla largas zonas do território iraquiano e metade do da Síria desde que tomou, em maio deste ano, a cidade de Palmira, onde destruiu um importante espaço histórico e cultural, ao arrasar parte dos vestígios da antiga Mesopotâmia, revendendo, depois, algumas peças no mercado negro, uma das fontes de financiamento do grupo terrorista, a par do petróleo e de raptos.

Em fevereiro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução prevendo cortar o financiamento do Daesh através de maior controlo ao tráfico de antiguidades.

A resolução proíbe o comércio de antiguidades oriundas da Síria, que se juntou à interdição de dez anos em relação às provenientes do Iraque.

Lusa

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