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PM francês reconhece erro judicial na libertação de autor de atentado a igreja na Normandia

© Pascal Rossignol / Reuters

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, reconheceu hoje que a decisão judicial de libertar um dos autores do atentado contra uma igreja em França e de submetê-lo a vigilância eletrónica foi um erro.

"Foi um erro, há que reconhecê-lo. (...) Mas não vou ser eu quem, ignorando todo o equilíbrio de poderes, cairá na via fácil de culpar os juízes desse ato terrorista. Cada decisão é de uma grande complexidade", afirmou o chefe do Governo francês numa entrevista ao jornal Le Monde, citada pela agência Efe.

O reconhecimento do erro por parte de Manuel Valls relaciona-se com Adel Kermiche, abatido pela polícia na passada terça-feira com Abel Malik Petitjean, depois de ambos terem assassinato um padre que oficiava uma missa na paróquia de Saint-Étienne du Rouvray, nos arredores de Ruoen (oeste da França).

Valls disse estar aberto a todas as propostas que melhorem a luta antiterrorista, sempre e quando não colocarem em causa o Estado de direito: "Encerrar indivíduos em centros com a suspeita como única base é moral e juridicamente inaceitável. Por outro lado, não seria eficaz. Não vai ser o meu Governo que vai criar um Guantánamo à francesa".

O primeiro-ministro defendeu-se ainda as críticas recebidas contra o dispositivo de segurança em Nice no passado dia 14 de julho e na igreja no dia 26, pedindo um fim para "as acusações graves e nauseabundas sobre a presumível mentira do Estado".

Manuel Valls sublinhou que as eleições primárias à direita, no Partido Republicano, e as eleições presidenciais de 2017 não justificam essa atitude, em relação à qual -- concretizou - o líder da oposição, Nicolas Sarkozy, se deixou "tomar pelos nervos". "Manter-se lúcido perante a ameaça é não cair no populismo", acrescentou.

O primeiro-ministro mostrou-se disponível para abrir um debate sobre prática do islamismo em França, sustentando desde já que "terá que ser inventada uma nova relação com o Islão" no país.

"Desejo, principalmente, que os imãs se formem em França e não noutra parte. Sou partidário que, durante um período a determinar, não possa haver financiamento estrangeiro na construção de mesquitas", afirmou.


Lusa

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