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Trump manda cercar e eliminar jihadistas do Daesh

Kevin Lamarque

O Presidente norte-americano, Donald Trump, mudou a estratégia de combate contra os extremistas do Daesh e ordenou que todas as zonas controladas pelo grupo sejam cercadas e que os respetivos operacionais sejam eliminados, foi divulgado esta sexta-feira.

A decisão presidencial foi divulgada pelo secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, numa conferência de imprensa no Pentágono (sede do Departamento de Defesa).

Nas mesmas declarações, Mattis referiu que a nova estratégia pretende que os jihadistas não consigam sair das áreas que controlam e que fiquem confinados a estas zonas.

Consequentemente, segundo o representante, a sua ameaça será eliminada.

Junto a outros altos funcionários americanos, como o enviado especial dos Estados Unidos na coligação que luta contra o Daesh no Iraque e na Síria Brett McGurk, o secretário da Defesa norte-americano reforçou que esta "mudança tática" aposta no cerco das posições jihadistas.

A nova estratégia vai afetar as operações na Síria e no Iraque, mas também em outros países que registam a presença de jihadistas, como a Líbia e o Afeganistão.

A nova abordagem tática também abrange os estrangeiros que integram as fileiras do Daesh, que não podem fugir e regressar aos respetivos países.

"Os combatentes estrangeiros são uma ameaça estratégica", prosseguiu Mattis, acrescentando ser necessário eliminar tais operacionais para que não consigam deslocar-se para outros territórios e colocar em perigo outros países.

O chefe do Pentágono salientou que as regras de combate não vão mudar e que os Estados Unidos vão continuar a tentar minimizar, o mais possível, o número de vítimas civis nos bombardeamentos aéreos e nas operações de apoio às forças locais na Síria e no Iraque.

Este anúncio acontece na véspera do início da primeira viagem internacional de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos que vai passar pela Arábia Saudita, Israel e Europa, onde a luta contra o terrorismo e o extremismo será um tema central, especialmente em Riade e na cimeira da NATO em Bruxelas.

Lusa

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