sicnot

Perfil

Eleições em Espanha

Eleições em Espanha

Eleições em Espanha

Parlamento de Espanha inicia hoje 11ª legislatura

O Parlamento de Espanha, o mais fragmentado desde a instauração da democracia, reúne-se hoje pela primeira vez desde as eleições de 20 de dezembro, com os deputados a votarem o presidente e os oito elementos da Mesa.

© Juan Medina / Reuters

O presidente do Congresso dos Deputados (equivalente ao presidente da Assembleia da República em Portugal) dirige os trabalhos no hemiciclo e a sua eleição marca o arranque da 11ª legislatura em Espanha (desde a transição democrática).

Ao contrário de todas as anteriores legislaturas em Espanha, hoje deverá ser eleito um presidente do Congresso, proveniente não da força política mais votada a 20 de dezembro (o PP, de Mariano Rajoy, 123 deputados), mas sim da segunda força, o PSOE de Pedro Sánchez.

O PSOE (90 deputados) chegou a acordo com o Ciudadanos (centro-direita, 40 deputados) para que o ex-presidente regional do País Basco, Patxi Lopes, possa ser eleito. O acordo fez com que o PP tenha desistido de apresentar um nome a votação (uma vez que não terá recolhido apoios entre as restantes forças).

A votação para o presidente do Congresso processa-se da seguinte forma: os deputados votam com boletins em urna e, na primeira votação, tem de haver maioria absoluta. Caso não exista, os dois nomes mais votados passam a uma segunda votação, desta vez por maioria simples.

Os 350 deputados escolhem depois os restantes membros da Mesa do Congresso: quatro vice-presidentes e quatro secretários. A votação para estes elementos (na qual os deputados não se podem abster) costuma respeitar a proporcionalidade dos resultados das eleições.

Assim, o PP deverá ter três elementos na Mesa (dois vices e um secretário), o PSOE outro vice (além do presidente), e dois elementos quer para o Podemos quer para o Ciudadanos.

O acordo para o presidente do Congresso (PSOE e Ciudadanos) representa também o primeiro afastamento do Podemos de uma eventual solução final de governo. O partido de Pablo Iglesias (42 deputados mais 27 de três formações regionais "irmãs") queria formar quatro grupos parlamentares (Podemos, En Comú Podem, Compromís e En Marea), mas as restantes forças bloquearam essa via.

Pablo Iglesias, que será fundamental para um eventual acordo de esquerda pretendido pelo PSOE (Pedro Sánchez já disse que quer seguir o exemplo de Portugal), comentou na terça-feira o acordo entre os socialistas e o Ciudadanos (com a concordância do PP). "Os três do 'bunker' já começam a cavalgar", escreveu Iglesias no Twitter.

A sessão constitutiva do Parlamento espanhol também servirá para os deputados prestarem o tradicional juramento. Várias formações são assumidamente independentistas (os catalães Esquerra Republicana Catalana e a Democràcia i Libertat) e outras defendem um referendo sobre o assunto. Assim, as fórmulas com que alguns deputados vão prestar juramento (incluindo ou não as habituais referências ao Rei e à Constituição) poderão gerar polémica.

Na terça-feira, o novo presidente regional catalão, Carles Puigdemont, assumiu funções, jurando fidelidade ao povo catalão e ao Parlamento regional, mas não ao Rei nem à Constituição espanhola.

A sessão no Parlamento espanhol começa às 10:00 (menos uma hora em Lisboa) e deverá terminar às 16:00.

Lusa

  • Rajoy insiste no acordo entre PSOE e Ciudadanos
    1:10

    Mundo

    O primeiro-ministro de Espanha insiste num acordo de governo com o PSOE e o Ciudadanos, para mostrar que existe estabilidade política no país. Sobre as eleições na Catalunha, Mariano Rajoy preferia que Artur Mas pusesse fim à luta pela independência da região, mas na impossibilidade de isso acontecer, defende a realização de novas eleições.

  • O encontro emocionado de Marcelo com a mãe de uma das vítimas dos fogos
    0:30
  • Proteção Civil garante que já não há desaparecidos
    1:40
  • "Depois de sair da autoestrada o vidro do carro ainda estava a ferver"
    2:01
  • "O fogo chegou de repente. Foi um demónio"
    2:15
  • O desabafo de um empresário que perdeu "uma vida inteira de trabalho" no fogo
    2:08
  • O testemunho emocionado de quem perdeu quase tudo
    2:10
  • As comunicações entre operacionais no combate às chamas em Viseu
    2:27
  • Houve "erros defensivos que normalmente a equipa não comete"
    0:38

    Desporto

    No final do jogo, quando questionado sobre a ausência de Casillas no onze do FC Porto, Sérgio Conceição referiu que a equipa apresentada era aquela que lhe oferecia garantias. Quanto ao jogo, o treinador portista reconheceu que a equipa cometeu vários erros defensivos.

  • "Cometemos erros e há que tentar corrigi-los"
    0:41

    Desporto

    No final do jogo em Leipzig, Iván Marcano desvalorizou a ausência de Iker Casillas e entendeu que o facto de o guarda-redes ter ficado no banco não teve impacto na equipa. Já sobre o jogo, o central espanhol garantiu que não correu da forma como os jogadores esperavam.

  • Norte-americana foi à discoteca e tornou-se princesa

    Mundo

    A história de Ariana Austin é quase como um conto de fadas moderno. A jovem vai até ao baile, onde conhece o seu príncipe. Só que a norte-americana foi a uma discoteca e, na altura, não sabia que Joel Makonnen era na verdade um príncipe da Etiópia e que casaria com ele 12 anos depois, tornando-se também ela numa princesa.