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Debate da investidura de Rajoy marcado para 30 de agosto

© Andrea Comas / Reuters

O debate para a investidura de Mariano Rajoy como presidente do novo governo espanhol será realizado a 30 de agosto, informou esta quinta-feira a presidente do Congresso de Deputados (câmara baixa do Parlamento espanhol), Ana Pastor.

Esta data pressupõe, caso a investidura de Mariano Rajoy (líder do Partido Popular e atual primeiro-ministro espanhol em funções) fracasse e passem dois meses sem que nenhum candidato seja escolhido, que as terceiras eleições gerais em Espanha num espaço de um ano seriam realizadas no dia de Natal, 25 de dezembro, segundo referiu a agência noticiosa espanhola EFE.

O debate vai começar no dia 30 de agosto (terça-feira) e está prevista uma primeira votação para o dia seguinte (31 de agosto). Nessa votação, o candidato à investidura tem de ser eleito por uma maioria absoluta.

Caso isso não aconteça, será realizada uma segunda votação 48 horas depois, no dia 2 setembro (sexta-feira), na qual o candidato tem de ser eleito por uma maioria simples.

Sobre a data escolhida e a possibilidade de um novo escrutínio ser realizado no Natal - caso este processo de investidura fracasse e todas as seguintes etapas também falhem - a presidente do Congresso de Deputados limitou-se a afirmar que foi tido em conta "aquilo que é partilhado por uma grande maioria dos espanhóis", ou seja, que Espanha "tenha um governo o mais rápido possível".

Ana Pastor também indicou que a data do debate foi já comunicada ao rei Felipe VI e ao próprio Mariano Rajoy.

Espanha está num impasse político desde as eleições de 20 de dezembro de 2015, repetidas a 26 de junho deste ano, mas sem que um partido saísse, de novo, com a maioria dos votos.

O Partido Popular (PP, direita) venceu a segunda votação, elegendo 137 deputados (num total de 350), o que não chega para poder formar governo sozinho. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ficou em segundo lugar, com 85 deputados, a aliança de esquerda Unidos-Podemos em terceiro, com 71, e o Ciudadanos em quarto, com 32.

O Ciudadanos (centro-direita) apresentou seis condições para apoiar um governo liderado pelo PP, que passam por uma reforma do sistema democrático e por um reforço da luta contra a corrupção política.

Na quarta-feira, Rajoy disse que o Comité Executivo Nacional do PP o autorizou a negociar com o líder do movimento de centro-direita Albert Rivera e assegurou que fará todos os possíveis para formar um governo.

Rajoy, que falava numa conferência de imprensa após a reunião onde lhe foi dada "carta branca" para negociar com Rivera, adiantou que não foram discutidas as condições do Ciudadanos.

O presidente do PP disse na mesma altura que queria falar com o líder do PSOE, Pedro Sánchez, para saber se este quer "uma repetição das eleições" e "qual é a data que considera melhor para a tomada de posse".

Assegurando que fará tudo para formar um governo, Rajoy advertiu que "a responsabilidade não é apenas do PP" e que a tomada de posse não será possível se o PSOE "não der o passo" necessário.

Mesmo se obtiver o apoio do Ciudadanos e da Coalición Canaria, com a qual também mantém contactos, o PP conseguirá apenas 170 votos, precisando ainda de pelo menos 11 abstenções para formar governo.

Lusa

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