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Bernie Sanders promete "trabalhar em conjunto" com Hillary contra Trump

O pré-candidato presidencial norte-americano Bernie Sanders recusou-se hoje a desistir da corrida antes do fim das primárias do Partido Democrata, mas disse que em breve se juntará à adversária Hillary Clinton para assegurar unidade partidária contra Donald Trump.

© Gary Cameron / Reuters

"Falei brevemente com a secretária Clinton na terça-feira à noite e felicitei-a pela sua fortíssima campanha", disse Sanders, em tom conciliador após uma reunião de uma hora com o Presidente, Barack Obama, na Casa Branca.

"Aguardo com expectativa o encontro com ela num futuro próximo para ver como haveremos de trabalhar em conjunto para derrotar [o pré-candidato republicano] Donald Trump e criar um Governo que nos represente a todos e não apenas um por cento", declarou.

O senador do Estado do Vermont esteve na Casa Branca para debater como curar feridas abertas no Partido Democrata após uma crispada campanha para as primárias e seguir em conjunto para o confronto iminente com o presumível candidato republicano.

Obama tentou desempenhar o papel de negociador de paz, persuadindo Sanders a reconhecer Clinton como a candidata presidencial do partido.

A própria reunião foi uma manifestação pública de respeito pela campanha rebelde de Sanders.

Os dois homens caminharam lado a lado ao longo da Ala Oeste, ambos rindo a dada altura, com o Presidente a pôr a mão nas costas de Sanders quando abriu a porta para a Sala Oval.

"Penso que Bernie Sanders trouxe uma enorme energia e novas ideias [à campanha] e penso que isso fez de Hillary uma candidata melhor", disse Obama na quarta-feira.

"A minha esperança é que nas próximas duas semanas sejamos capazes de ultrapassar tudo", disse Obama, referindo-se à sua amarga rivalidade de campanha com Hillary Clinton em 2008.

"Com o que acontece nas primárias, fica-se um bocadinho sensível. Toda a gente fica", comentou.

Na terça-feira, Sanders disse aos seus apoiantes: "A luta continua", mesmo depois das vitórias esmagadoras de Hillary na Califórnia e em Nova Jérsia.

Sempre se soube que Obama apoiaria Hillary, a sua ex-secretária de Estado, mas absteve-se, até agora, de fazer qualquer declaração pública de apoio formal.

Sanders agradeceu a Obama, e ao seu vice-presidente, Joe Biden, por não terem feito a balança pesar para um dos lados durante as primárias.

De uma relativa obscuridade, Sanders conquistou 12 milhões dos 27 milhões de votos em jogo na campanha das primárias.

Fê-lo ao conquistar toda uma faixa de jovens eleitores revoltados que deram a Obama a vitória em 2008 e 2012.

Para Hillary, o risco é que Sanders faça melhores jogadas ou se sinta desprezado e continue a sua campanha rebelde.

Alguns apoiantes de Sanders gostariam de que ele se mantivesse na corrida até à convenção do partido em Filadélfia, no próximo mês.

Ele declarou que irá, "é claro, competir nas primárias de [Washington] DC, que se realizam na próxima terça-feira -- são as últimas primárias do processo de nomeação democrata".

Para os mais obstinados apoiantes de Bernie Sanders, Hillary Clinton -- ex-primeira-dama, ex-secretária de Estado e senadora dos Estados Unidos -- é o epítome de um sistema político que falhou ao povo norte-americano.

Lusa

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