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Britânico preso em comício de Trump acusado de crime por posse de arma

O cidadão britânico que foi preso por se ter tentado apoderar da arma de um polícia num comício de Donald Trump foi acusado de crimes relacionados com armas, na quarta-feira, indicaram as autoridades.

Michael Sandford, 20 anos, foi acusado de ser um estrangeiro ilegal na posse de uma arma de fogo e de impedir e perturbar a ordem, disse o Ministério Público de Las Vegas.

Michael Sandford, 20 anos, foi acusado de ser um estrangeiro ilegal na posse de uma arma de fogo e de impedir e perturbar a ordem, disse o Ministério Público de Las Vegas.

© David Becker / Reuters

Michael Sandford, 20 anos, vai acusado de ser um estrangeiro ilegal na posse de uma arma de fogo e de impedir e perturbar a ordem, disse o Ministério Público de Las Vegas, em comunicado.

Sandford, que estava nos Estados Unidos ilegalmente, tentou tirar a arma a um agente num comício em Las Vegas, numa alegada tentativa de assassinar o candidato oficioso do Partido Republicano às eleições presidenciais, durante um comício, a 18 de junho, tendo sido rapidamente imobilizado e retirado do evento.

De acordo com a queixa apresentada num tribunal federal em Nevada, Michael Sandford disse a um agente dos Serviços Secretos, após ser detido, que se tinha deslocado da Califórnia a Las Vegas "para matar Trump" e que no dia anterior tinha ido a um campo de tiro para aprender a disparar, já que nunca o tinha feito antes.

Contudo, a acusação não o indicia por nenhum tipo de crime relacionado com eventual conspiração para matar o magnata.

O jovem britânico arrisca até dez anos de prisão e uma multa de até 250 mil dólares por cada uma das duas acusações.

Sandford, que ficou detido sem direito a fiança, com o Ministério Público a considerá-lo perigoso e com risco de fuga, sofre nomeadamente da Síndrome de Asperger, e os seus pais advertiram as autoridades norte-americanas, segundo os meios de comunicação social britânicos.

Sandford não estava interessado na política e nem sequer seria capaz de dizer o nome do Presidente dos Estados Unidos, disse o seu pai, Paul Davey, ao Portsmouth News.

"Ele nunca mostrou tendências violentas antes, nunca foi uma má pessoa, é um bom miúdo, e literalmente não faria mal a uma mosca -- ele costumava dizer-nos para não usar repelente porque não queria que os mosquitos morressem", disse ao jornal.

Sandford deverá ser indiciado formalmente na próxima semana.

Lusa

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