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Eleições EUA 2016

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Bernie Sanders apoia publicamente rival Hillary Clinton

Bernie Sanders manifestou esta terça-feira o seu aguardado apoio oficial à virtual candidata do Partido Democrático Hillary Clinton e prometeu efetuar todos os esforços para a ajudar a vencer as presidenciais de novembro nos Estados Unidos.

Jim Cole

"A secretária (de Estado, Hillary) Clinton venceu o processo de nomeação democrata e felicito-a por isso", disse Sanders perante uma multidão de apoiantes num comício em New Hampshire, com Clinton a seu lado.

"Ela será a designada pelos democratas à presidência e pretendo fazer tudo o que puder para ter a certeza de que ela será a próxima Presidente dos Estados Unidos".

"Ela deve ser o nosso próximo presidente", enfatizou Sanders, que expôs diversas razões pelas quais considera a antiga secretária de Estado uma melhor escolha que o seu adversário republicano Donald Trump.

Sanders citou o seu apoio aos direitos dos homossexuais, cuidados de saúde universais ou um salário mínimo mais elevado.

"Se alguém aqui pensa que esta eleição não é importante, reflitam um pouco sobre quem Donald Trump designará para o Tribunal Supremo, e o que isso significará para as liberdades civis, direitos iguais e o futuro do nosso país", disse.

O candidato da ala da "democracia socialista" do Partido Democrático decidiu apoiar Clinton duas semanas antes da convenção democrata que deve confirmá-la como candidatada à Casa Branca, após uma áspera campanha interna e quando resistia há mais de um mês em anunciar esta decisão, para pressionar a potencial candidata sobre o conteúdo do programa do partido.

O senador norte-americano do Estado de Vermont, 74 anos, protagonizou uma inesperada e prolongada batalha contra Clinton, que no entanto garantiu a maioria dos delegados no início de junho para assegurar a sua nomeação.

Sanders recusou-se no entanto a admitir a derrota face à sua rival mais moderada, apesar de referir que votaria em Clinton, e garantir que as suas ideias também estariam incluídas na plataforma do partido apresentadas no final de julho à Convenção Nacional Democrática em Filadélfia, e onde a ex-secretária de Estado garantirá a nomeação formal.

Responsáveis do partido reuniram-se no fim de semana em Orlando, Florida, para concluir a Plataforma democrata, que descreveram como a mais ambiciosa e progressista da sua história.

O partido alcançou o consenso sobre as alterações climáticas, cuidados de saúde e aumento do salário mínimo nos Estados Unidos para 15 dólares (13,5 euros) à hora.

No entanto, os desacordos mantiveram-se sobre o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership/Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento) que está a ser negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia e muito contestado pelos setores mais à esquerda dos dois continentes.

Lusa

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