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Juíza do Supremo dos EUA lamenta ter considerado Trump um impostor

A juíza do Supremo tribunal norte-americano Ruth Bader Ginsburg lamentou hoje as duras declarações que dirigiu ao candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que considerou um impostor.

© Joshua Roberts / Reuters

"Depois de pensar, considero que as minhas recentes observações em resposta a solicitações dos meios de comunicação foram desacertadas e lamento tê-las feito", sublinhou num comunicado a magistrada de 82 anos, incluída na ala progressista do Supremo.

Nas suas declarações, a juíza Ginsburg considera ainda que os magistrados do Supremo tribunal "deveriam evitar produzir comentários sobre um candidato a uma função pública".

"Serei mais prudente no futuro", acrescenta numa breve declaração distribuída pela instância judicial.

Os comentários da magistrada surgem após Trump ter pedido na sua conta da rede social Twitter a demissão de Ginsburg, após assegurar que "a cabeça da juíza não funciona bem".

Na terça-feira, Ginsburg reafirmou numa entrevista à cadeia televisiva CNN os comentários ao diário New York Times no fim de semana, e foi mais longe ao definir Trump como um impostor, para além de criticar a suavidade dos media face ao candidato republicano por não insistirem que divulgue publicamente as suas declarações de impostos.

"É um impostor. Não tem consciência. Diz em primeiro lugar o que lhe vem à cabeça. Tem muito ego. Como seguiu em frente sem ter divulgado publicamente as suas declarações de impostos? Os media parecem ter sido muito suaves com isso", disse Ginsburg à cadeia televisiva.

Ginsburg esteve na origem de uma polémica no fim de semana quando em entrevista publicada no New York Times disse não poder imaginar o que seria dos Estados Unidos no caso de vitória de Trump nas presidenciais, uma posição criticada nos 'media' e por diversos juristas.

A juíza foi nomeada em 1993 para o Supremo pelo ex-presidente dos EUA Bill Clinton, marido da atual candidata democrata Hillary Clinton, e durante os últimos anos afirmou-se como a principal defensora na alta instância judicial das causas consideradas progressistas.

Lusa