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Carta aberta de 50 republicanos que consideram Trump perigoso

© ERIC THAYER / Reuters

Cinquenta republicanos que exerceram funções importantes na segurança nacional norte-americana denunciaram na segunda-feira a ignorância e incompetência do candidato à Casa Branca do partido, Donald Trump, considerando que seria "o presidente mais perigoso da história" do país.

A denúncia foi feita através de uma carta aberta cujos signatários trabalharam na Casa Branca, no Departamento de Estado ou no Departamento da Defesa, para os presidentes republicanos, de Richard Nixon a George W. Bush.

Sem apelarem ao voto na candidata democrata, Hillary Clinton, escrevem claramente, na carta publicada pelo jornal The New York Times, que nenhum deles vai votar em Donald Trump.

Os signatários declaram que Trump não é qualificado para o cargo, devido à falta de competências e à instabilidade do seu caráter.

"O sr. Trump não tem a personalidade, os valores ou a experiência para ser Presidente", escrevem, sublinhando que isso iria enfraquecer a autoridade moral dos Estados Unidos no mundo.

Dizem ainda que o candidato parece ignorar aspetos elementares da Constituição e do Direito norte-americanos.

Não só Donald Trump é "ignorante" no domínio das relações internacionais, como "não manifestou nenhum desejo de se informar", afirmam.

Ecoando críticas de Hillary Clinton, estas personalidades sublinham que o bilionário não demonstra disciplina, autocontrole e é "incapaz de tolerar críticas pessoais".

"Tem alarmado os nossos aliados mais próximos por causa de seu comportamento errático", escrevem, acrescentando que "estas caraterísticas são perigosas num indivíduo que quer ser Presidente (...), com a responsabilidade do arsenal nuclear dos EUA".

Trump reagiu em comunicado, dizendo que não há "nada melhor do que a elite de Washington que falhou e tenta manter os seus poderes".

Além disso, acusou os signatários da carta de serem "os autores das decisões desastrosas de invadir o Iraque, de permitirem a morte dos norte-americanos em Bengazi e de serem os que permitiram a ascensão do [grupo terrorista] Estado Islâmico".

"Eu proponho uma melhor visão para o nosso país e a nossa política estrangeira, uma visão que não é a de uma família governante na política", afirmou.

Entre os signatários da carta estão Michael Hayden, antigo diretor da CIA, John Negroponte, antigo diretor da agência de segurança nacional e número dois do Departamento de Estado, durante o mandato de George W. Bush, Eric Edelman, antigo conselheiro da segurança nacional do vice-presidente Dick Cheney, e Robert Zoellick, antigo diplomata e presidente do Banco Mundial.

Lusa

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