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Eleições França 2017

Franco-portugueses na corrida ao Parlamento em nome de Macron

Pelo menos seis nomes portugueses constam da lista de 428 candidatos às eleições legislativas em França apresentada hoje pelo movimento A República em Marcha, do presidente eleito Emmanuel Macron.

Paulo da Silva Moreira, de 52 anos, é candidato na primeira circunscrição de Yonne, no distrito da Borgonha, sendo um médico generalista e presidente da câmara de Treigny, a cerca de 200 quilómetros a sul de Paris.

Com um português fluente, Paulo da Silva Moreira, que nasceu em Cascais e veio para Paris com cinco anos, disse à Lusa que acredita que pode chegar à Assembleia francesa porque conta com o apoio da população, dos socialistas locais e até dos futebolistas.

"Tenho esperança porque na equipa tenho vários presidentes de câmara ligados à minha candidatura, tenho apoios de futebolistas, o clube de Auxerre joga na 2ª divisão. Não estou sozinho, tenho uma equipa que trabalha comigo e estou confiante. E quando nos candidatamos com a etiqueta da maioria presidencial temos uma hipótese acrescida", afirmou à Lusa o médico, agora candidato.

Antes das primárias do Partido Socialista (PS), Paulo da Silva Moreira tinha sido contactado para se candidatar "sob a bandeira socialista", mas após a vitória de Benoît Hamon decidiu aliar-se a Emmanuel Macron.

O franco-português tem uma casa em Portugal e vai "várias vezes por ano" ao país onde nasceu, tendo também "doentes portugueses" e mantendo uma ligação com a pequena comunidade portuguesa da sua região.

Outro nome português na lista do La Republique en Marche é Dominique da Silva, um empresário de 48 anos, vereador na cidade de Moisselles, nos arredores de Paris, desde 2008, e candidato às eleições legislativas pela 7ª circunscrição do Val d´Oise, na região parisiense.

Dominique da Silva nasceu em França, tem dupla nacionalidade e raízes familiares em Barcelos e na Póvoa do Varzim, esperando contribuir para mudar a forma de fazer política porque "os eleitores hoje não confiam verdadeiramente nos políticos que têm experiência, querem reformas profundas e audaciosas".

"Estou confiante porque o "En Marche" abala todos os partidos políticos tradicionais. Decidi ser candidato porque espero mudar a forma de fazer política sem tomar em consideração o fosso entre a esquerda e a direita mas apenas a eficácia das medidas propostas", disse o candidato à agência Lusa.

De acordo com Jean-Paul Delevoye, presidente da comissão de nomeações do A República em Marcha, o movimento recebeu 19 mil candidaturas, tendo hoje sido apresentados 428 nomes, 95% dos quais não são deputados cessantes e metade dos quais nunca exerceu um mandato político.

Até à próxima quarta-feira, o movimento vai revelar os restantes 148 candidatos às legislativas.

A primeira volta das eleições legislativas vai realizar-se a 11 de junho e a segunda volta a 18 de junho.

Lusa

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