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Atentados em Bruxelas

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Atentados em Bruxelas

Bruxelas tenta regressar à normalidade

As filas de trânsito voltaram hoje à rua de Loi, que se estende por quase dois quilómetros e alberga instituições europeias e uma das portas da estação de metro de Maelbeek, um dos alvos dos terroristas em Bruxelas.

© Charles Platiau / Reuters

A hora de ponta de hoje da capital belga e europeia está apenas a meio gás, mas porque as férias da Páscoa já vigoram entre os funcionários das instituições. O mais visível nos edifícios fechados são os cartazes a informar do alerta laranja, elevado depois dos ataques de há dois dias.

Junto da tal porta do metro de Maelbeek instalaram-se, pelas 9:00 locais, poucas equipas de televisão para terem como cenário de fundo a porta encerrada e a placa que indica o nome da estação.

No chão há ramos de flores e velas, lembrando as dezenas de vítimas, que permanecem acesas porque foram encostadas a uma coluna de pedra para ficarem protegidas do vento, que sopra à temperatura de 6º graus.

Outras recordações das tragédias causadas pelas explosões no aeroporto de Bruxelas e no metro estão nas fachadas dos edifícios, com as bandeiras azuis, com as 12 estrelas douradas, a meia haste, e nos poucos pedaços de fitas retirados dos perímetros de segurança e esquecidos no chão.

Num outro acesso à estação de metro, localizada na estrada de Etterbeck, tapumes com a referência "polícia", escrita nas duas línguas utilizadas na Bélgica o francês e flamengo, vedam a entrada, ladeada por placas de vidro partido que serviam de portas até terça-feira de manhã.

De portões já abertos, as grades do pequeno jardim em frente servem de memorial, mais uma vez construídos com flores, velas, também peluches e pequenos pedaços de papel.

Em francês, num desses papéis foi escrito a cor-de-rosa: "O amor é mais forte que o ódio. Pensem nas vítimas e nos seus próximos".

Também há apelos de "não ao terror" e numa mistura de línguas, como é a cidade de Bruxelas, lê-se numa outra nota: "Sera que les inocentes devem morrir pour case de religião".

A cidade de Bruxelas, capital da Bélgica e sede da União Europeia e da NATO, foi abalada por dois atentados na terça-feira, com duas explosões no aeroporto de Zaventem e uma na estação de metropolitano de Maelbeek, que provocaram pelos menos 32 mortos e 300 feridos, de acordo com o último balanço, que revê em baixa o número de mortos anteriormente avançado.

Os atentados foram reivindicados pelo grupo extremista Daesh num comunicado em que ameaçou os países que combatem os jihadistas com ataques "mais duros e mais amargos".

Com Lusa

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