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Atentados em Bruxelas

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Terrorista belga identificado como carcereiro de antigos reféns franceses na Síria

O belga Najim Laachraoui, um dos extremistas que se fez explodir no aeroporto de Bruxelas no dia 22 de março, foi identificado por antigos reféns franceses do grupo Estado Islâmico (EI), na Síria, como um dos carcereiros.

BELGIAN FEDERAL POLICE / HANDOUT

Fontes próximas da investigação afirmaram que o principal carcereiro de quatro jornalistas franceses, reféns em 2013 e 2014, era apelidado de Abu Idriss, segundo a agência France Presse.

Um dos jornalistas feitos reféns, Nicolas Hénin, "identificou formalmente" Abu Idriss como sendo, na realidade, Najim Laachraoui confirmou a sua advogada, Marie-Laure Ingouf depois de terem sido divulgadas informações por dois jornais franceses.

Os antigos reféns do EI, guardados em cativeiro durante mais de dez meses e libertados em 2014, já tinham identificado os franceses Mehdi Nemmouche e Salim Benghalem como sendo outros dois dos seus carcereiros. O primeiro é acusado de ter matado 4 pessoas numa instituição judia, em maio de 2014, o outro é dito próximo dos autores dos atentados de janeiro de 2015 de Paris.

Na passada quarta-feira, o canal televisivo belga VTM revelou igualmente que Laachraoui já tinha trabalhado no aeroporto de Bruxelas como funcionário temporário até finais de 2012, meses antes de partir para as fileiras do EI, sendo que a Procuradoria-Geral belga assegura que Laachraoui terá chegado à Síria em fevereiro de 2013.

O canal VTM revelou ainda que foi descoberta uma sala de orações clandestina no aeroporto de Zaventem, no qual aconteceu o ataque suicida. A sala em questão foi encontrada um pouco antes dos ataques do 22 de março, "nas caves" do aeroporto, na qual os "funcionários radicalizados se encontravam para rezar em segredo".

"Pelo menos 50 funcionários" aparentemente radicalizados, dispondo de um cartão de acesso ao aeroporto foram listados como utilizadores da sala, que terá sido fechada pelos responsáveis das instalações.

Acerca das revelações feitas pelo VTM, o ministro do interior belga Jan Jambon, citado pela agência EFE defendeu "não se poder retirar conclusões rápido demais" acrescentando que é preciso ver Laachraoui "no contexto de um processo de radicalização, que pode ser muito curto".

Lusa

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