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Corrupção na FIFA

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Blatter reúne-se com dirigentes das confederações

O presidente da FIFA, Sepp Blatter, esteve reunido esta manhã com representantes das seis confederações do organismo máximo do futebol mundial, a propósito do escândalo de corrupção e das detenções de ontem em Zurique.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter.

Dmitry Lovetsky / AP

De acordo com uma fonte próxima deste processo, citada pela agência AFP, estiveram presentes neste encontro presidentes ou representantes da UEFA (Europa), AFC (Ásia), Conmebol (América do Sul), CAF (África), OFC (Oceania) e CONCACAF (América do Norte. Central e Caraíbas).

A reunião acontece na véspera do congresso eleitoral da FIFA, na qual Blatter se candidata a um quinto mandato, numa corrida contra o jordano Ali bin Al-Hussein.  

O presidente da FIFA tem resistido aos apelos para adiar seis meses as eleições.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 11 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude.

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.


Com Lusa
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