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Corrupção na FIFA

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Palestinianas interrompem Congresso da FIFA que mantém eleição para presidente

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Duas manifestantes palestinianas interromperam durante breves instantes o Congresso da FIFA, que deverá votar hoje a possibilidade de expulsar Israel da organização que rege o futebol mundial. A Federação Internacional de Futebol vai também hoje escolher o presidente, apesar do escândalo que abala a organização.  

© Arnd Wiegmann / Reuters

© Ruben Sprich / Reuters

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© Ruben Sprich / Reuters

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A conferência de imprensa do presidente eleito da FIFA, marcada para esta manhã, foi adiada para amanhã. Um adiamento justificado pelo prolongamento dos trabalhos do Congresso e com a realização de uma reunião, amanhã, extraordinária do Comité Executivo da FIFA.    


Joseph Blatter é candidato a um quinto mandato como presidente da FIFA, e parece estar convencido de que é o único capaz de limpar a imagem da instituição abalada por um escândalo de corrupção mundial. 


Blatter chegou ao congresso da FIFA esta sexta-feira , logo seguido pelo seu único rival na eleição presidencial, o príncipe Ali Bin Al Hussein e o presidente da UEFA, Michel Platini. 


Platini pediu ontem a demissão de Blatter e deu o seu apoio ao príncipe Ali Bin Hussein, que se apresenta como o homem da mudança. 


Os detidos no âmbito desta investigação à FIFA são acusados de conspiração e corrupção, num caso que envolve subornos no valor de 140 milhões de euros. 


Cartões vermelhos aos representantes da FIFA 


Duas mulheres interromperam o discurso de abertura do presidente da FIFA, Joseph Blatter, mostrando cartões vermelhos aos representantes do organismo, enquanto gritavam "Israel fora!", antes de terem sido retiradas do recinto por seguranças. 


Cerca de 150 manifestantes pró-Palestina já tinham protestaram no exterior do Hallenstadion, antes do início dos trabalhos. 


A Palestina, membro da FIFA desde 1998, pretende a expulsão do organismo de Israel, na sequência das restrições impostas à liberdade dos jogadores palestinianos. Além disso, opõe-se também à participação no campeonato israelita de cinco clubes localizados em colonatos na Cisjordânia. 


Para que Israel seja expulso da FIFA é necessária uma votação de uma maioria de dois terços.



Com Lusa

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