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Corrupção na FIFA

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Secretário-geral da FIFA rejeita qualquer culpa no escândalo de corrupção

O secretário-geral da FIFA garantiu esta quarta-feira não ter qualquer arrependimento, na sequência das acusações do New York Times, que noticiou na segunda-feira que Jérôme Valcke tinha transferido milhões de euros para as contas de Jack Warner.

PATRICK B. KRAEMER

"Não tenho qualquer razão para dizer que não devo continuar como secretário-geral, não tenho nenhuma responsabilidade, não tenho nada a apontar-me, não tenho de provar que sou inocente", disse o francês em entrevista à estação de rádio France Info.

Na segunda-feira, o New York Times noticiou que Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA, autorizou transferências bancárias no valor de 10 milhões de dólares (cerca de 9,1 milhões de euros) para contas controladas por Jack Warner, um dos implicados no escândalo de corrupção do organismo, que então era presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF).

"Num determinado momento, no seguimento de uma decisão do governo sul-africano, a FIFA recebeu uma carta que pedia para retirar do orçamento do comité de organização do Mundial 2010 uma soma de dez milhões de dólares, para que fosse dirigida ao programa Diaspora Legacy. Estes fundos deviam ser geridos pelo presidente da CONCACAF Jack Warner, pelo que esta foi enviada para as contas indicadas por Jack Warner", explicou Valcke.

O secretário-geral da FIFA esclareceu que não tem o poder de autorizar um pagamento, "sobretudo um pagamento de dez milhões de dólares".

"Essa carta partiu do presidente da comissão de finanças, quando os sul-africanos confirmaram a decisão de retirar os dez milhões e Jack Warner, que era vice-presidente da comissão de finanças, aceitou. O visto de Julio Grondona [presidente da comissão de finanças] foi carimbado e a decisão foi validada", relatou. 

O New York Times, que citou autoridades federais ligadas ao processo que corre nos Estados Unidos, escreveu que estas transferências são um elemento-chave na investigação sobre corrupção que abala o organismo máximo do futebol, que já levou à demissão do seu presidente, o suíço Joseph Blatter, de quem Valcke era o 'braço direito'.

"Sempre disse que era o secretário-geral de Sepp Blatter. No início de 2016, haverá um novo presidente da FIFA e, em geral, um presidente escolhe o seu secretário-geral", acrescentou Valcke à France Info.
Lusa
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