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Corrupção na FIFA

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Ex-presidente da CBF nega ter recebido dinheiro para votar no Qatar

O antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira negou hoje ter recebido dinheiro para votar na candidatura do Qatar à organização do Mundial de 2022, que está a ser investigada pela justiça suíça.

Antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira

Antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira

Reuters

Ricardo Teixeira confirmou ter votado no Qatar, não em troca de qualquer compensação financeira, mas antes da garantia de que aquele país do Médio Oriente apoiaria a candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial de 2018, que acabou por ser atribuída à Rússia.

"Não recebi nada, rigorosamente nada. Esta história do Qatar é completamente absurda", disse Ricardo Teixeira em entrevista ao site brasileiro Terra, reagindo à notícia publicada na revista norte-americana World Soccer segundo a qual teria recebido 30 milhões de euros para votar na candidatura do Qatar.

Ricardo Teixeira, que presidiu a CBF durante 23 anos, até se demitir, em 2012, e que está a ser investigado pela justiça brasileira por suspeitas de fraude e branqueamento de capitais, explicou que esse apoio foi acordado após uma reunião com os presidentes das federações espanhola e argentina.

O Qatar foi escolhido para anfitrião Campeonato do Mundo de 2022 na sequência de quatro votações. Após as sucessivas eliminações da Austrália, Japão e Coreia do Sul, o Qatar venceu a candidatura dos Estados Unidos por 14 votos contra oito.

A Rússia ganhou a corrida à organização do Mundial de 2018 numa segunda votação, depois de a Inglaterra ter sido eliminada na primeira, recebendo 13 votos, contra sete da candidatura ibérica e dois do projeto conjunto entre a Holanda e a Bélgica.

O Ministério Público suíço anunciou a 27 de maio a abertura de um processo contra desconhecidos por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro no âmbito das atribuições das duas próximas edições do Mundial, enquanto a polícia helvética detinha sete membros da FIFA, num hotel de Zurique.

No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Dois dias depois, Joseph Blatter foi reeleito para um quinto mandato à frente do organismo, mas acabou por se demitir, na sequência do escândalo de corrupção que atingiu o organismo que rege o futebol mundial.


Lusa