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Corrupção na FIFA

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Blatter mantém-se em funções enquanto colabora com as autoridades suíças

Joseph Blatter, presidente demissionário da FIFA, vai manter-se em funções enquanto colabora com as autoridades suíças que investigam o escândalo de corrupção que atingiu o organismo que rege o futebol mundial, informam hoje os seus advogados.

Tsafrir Abayov

"O presidente Blatter dirigiu-se hoje aos funcionários da FIFA e disse-lhes que iria continuar a colaborar com as autoridades, que nada fez de inapropriado ou ilegal e afirmou que iria manter-se como presidente da FIFA", indica o comunicado divulgado pelos advogados de Blatter.

Blatter esclareceu também que o pagamento de dois milhões de francos suíços (cerca de 1,8 milhões de euros) feito ao francês Michel Platini, considerado "ilegal" pela investigação, foi "uma compensação válida" por trabalho prestado pelo atual presidente da UEFA.

"O presidente Blatter partilhou hoje com as autoridades suíças que o senhor Platini mantinha uma valiosa relação laboral com a FIFA, funcionando como conselheiro do presidente desde 1998", assinala o comunicado.

O Ministério Público suíço instaurou na sexta-feira um processo criminal contra Blatter e implicou Platini no escândalo de corrupção que está a abalar o organismo que tutela o futebol mundial.

A Procuradoria helvética esclareceu que "Blatter foi interrogado na qualidade de arguido" e que instaurou um processo criminal contra o presidente demissionário da FIFA "por suspeita de gestão danosa, desvio de fundos e abuso de confiança".

Neste processo foi também envolvido Platini, candidato à sucessão de Blatter nas eleições de fevereiro na FIFA, que foi ouvido na qualidade de testemunha por, alegadamente, ter recebido do suíço um "pagamento ilegal" de dois milhões de francos suíços (cerca de 1,8 milhões de euros).

O Procurador-geral suíço indicou que o pagamento ao líder da UEFA foi efetuado em fevereiro de 2011, "em prejuízo da FIFA", por "trabalho alegadamente desempenhado entre janeiro de 1999 e junho de 2002".

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou a acusações a 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro.

Além de Platini, são também candidatos à presidência da FIFA o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, antigo vice-presidente da FIFA, o sul-coreano Chung Mong-Joon, também antigo vice-presidente da FIFA, e o ex-futebolista brasileiro Zico.

Lusa

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