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Corrupção na FIFA

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Adidas pede reforma da FIFA, sem exigir demissão de Blatter

A Adidas, marca alemã de equipamentos desportivos e um dos maiores patrocinadores da FIFA, recusou hoje juntar-se aos apelos norte-americanos para a demissão de Joseph Blatter, mas reiterou a urgência na reforma do organismo.

© Jason Reed / Reuters

"Como afirmámos no passado, devem ser feitas mudanças profundas na FIFA, a bem do futebol. O processo de reforma iniciado deve continuar de forma rápida e transparente", afirmou Oliver Brueggen, um porta-voz da Adidas, à agência noticiosa alemã DPA.

Na sexta-feira, quatro patrocinadores norte-americanos da FIFA, casos de Coca-Cola, McDonald's, Visa e Budweiser, apelaram, em comunicados separados à saída de Blatter da liderança do organismo que rege o futebol mundial.

Num comunicado divulgado pelo seu advogado nos Estados Unidos, Blatter reagiu às exigências dos patrocinadores, reiterando que vai permanecer na presidência da FIFA.

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou a acusações a 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter, de 79 anos, apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro de 2016, mas manteve-se no cargo até que seja realizado o ato eleitoral.

Além de Platini, são candidatos à presidência da FIFA o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, antigo vice-presidente do organismo, o sul-coreano Chung Mong-Joon, também antigo vice-presidente da FIFA, e o ex-futebolista brasileiro Zico.

Lusa

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