sicnot

Perfil

Queda do BES

Queda do BES

Queda do BES

Novo Banco com prejuízo de 468 milhões

O Novo Banco registou um resultado líquido negativo de 467,9 milhões de euros desde que foi criado, em agosto de 2014, na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES), até ao final do ano passado.

No caso de Portugal, são colocadas reservas sobre o défice orçamental de 4,5% do PIB de 2014. Para o apuramento desse défice, o INE excluiu, provisoriamente, a capitalização do Novo Banco por falta de informação suficiente para o registo definitivo dessa operação

No caso de Portugal, são colocadas reservas sobre o défice orçamental de 4,5% do PIB de 2014. Para o apuramento desse défice, o INE excluiu, provisoriamente, a capitalização do Novo Banco por falta de informação suficiente para o registo definitivo dessa operação

(Reuters/Arquivo)

A rentabilidade do Novo Banco foi afetada pelo custo total com imparidades, que ascendeu a 699,1 milhões de euros, dos quais 378,1 milhões de euros para crédito, 199,7 milhões de euros para títulos, 57,7 milhões de euros para ativos não correntes detidos para venda e 63,6 milhões de euros para outros ativos e contingências.

As imparidades decorrentes das participações na Portugal Telecom/Oi foram de 108,4 milhões de euros.

"As provisões atingiram o valor de 699,1 milhões de euros, que conjuntamente com o aumento registado nos custos com impostos decorrentes da alteração da taxa de IRC aplicável no apuramento dos impostos diferidos, condicionaram o resultado do Grupo Novo Banco", realçou em comunicado a entidade liderada por Eduardo Stock da Cunha.

Excluindo os fatores de natureza não recorrente, o resultado líquido apurado no período foi de 229,7 milhões de euros.

O resultado antes de provisões e imparidades (resultado bruto) atingiu 419,9 milhões de euros no período de cerca de cinco meses de atividade do Novo Banco, com o resultado financeiro e os serviços a clientes a ascenderem a 266,3 milhões de euros e 178,2 milhões de euros, respetivamente.

Já o produto bancário comercial situou-se nos 444,5 milhões de euros, ao passo que o produto bancário fixou-se nos 788,5 milhões de euros.

Os custos operativos dos cinco meses de vida do Novo Banco totalizam 368,6 milhões de euros, correspondendo a uma redução de 5,8% no quarto trimestre face ao terceiro trimestre de 2014, em base comparável.

O rácio de capital 'core tier 1' era de 9,6% em 31 de dezembro último. Mas, considerando o regime especial dos ativos por impostos diferidos, situava-se nos 9,8%.

Em termos de liquidez, "no quarto trimestre registou-se uma forte recuperação de 4,2 mil milhões de euros da carteira de depósitos o que constituiu a demonstração da confiança dos clientes no Novo Banco e da retoma da normalidade operacional", assinalou a instituição.

Assim, "a liquidez apresentou uma melhoria expressiva, com o rácio de transformação a atingir 126%, que compara com os 155% em setembro de 2014", lê-se no comunicado.

Em sequência do plano de desalavancagem implementado pela nova gestão, o ativo reduziu-se em 6,9 mil milhões de euros em cinco meses para 65,5 mil milhões de euros, com especial incidência no crédito (-1,8 mil milhões de euros) e na carteira de títulos (-1,7 mil milhões de euros).

Lusa
  • Lesados do Banif confiaram "num sistema que os aldrabou"
    2:00
  • "Octávio Machado foi a terceira escolha" para o cargo
    2:01
  • O que resta do navio de salvamento mais famoso de Portugal?
    15:26
  • "Temos de melhorar o sistema de prevenção e combate dos incêndios"
    18:07

    País

    O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, foi convidado da Edição da Noite da SIC Notícias, desta quinta-feira. Em análise esteve o chumbo do PCP na criação de um banco nacional de terras, a reforma da floresta em Portugal, as falhas no sistema de comunicação do SIRESP, a lei da rolha nos bombeiros, a seca no país e ainda a pesca da sardinha, que poderá vir a ser proibida durante 15 anos. 

    Entrevista SIC Notícias

  • Direita acusa presidente da Assembleia da República de não estar à altura do cargo
    2:06

    País

    O presidente da Assembleia da República está a ser novamente criticado pela oposição. Numa entrevista à Antena 1, Eduardo Ferro Rodrigues disse que não queria falar sobre o caso Galpgate para não causar espasmos à direita. Na reação, o CDS diz que a segunda figura do Estado deve abandonar as trincheiras partidárias. A direita acusa ainda que o presidente da Assembleia de não estar à altura do cargo.

  • "Sempre me senti em casa em Portugal"
    1:11