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Novo Banco ameaça processar manifestantes

O Novo Banco admite vir a processar os clientes que coloquem em causa os serviços do banco e sobretudo os que têm ameaçado funcionários.

ESTELA SILVA/LUSA

Em comunicado, Eduardo Stock da Cunha,  Presidente do Novo Banco, afirma que os lesados têm o direito a manifestar-se, mas que não podem fazê-lo fora do quadro da lei e contra quem não cabe e não tem autonomia para os satisfazer.

O Novo Banco reafirma ainda que não tem poderes para decidir sobre formas de compensação ou reembolso aos clientes que investiram em dívida do antigo Grupo Espírito Santo.

A administração sublinha que, nos termos da resolução, essa responsabilidade não cabe ao Novo Banco, ainda assim, adianta que estão a ser estudadas soluções com o Banco de Portugal para solucionar problemas de alguns clientes.

Nos últimos meses, têm-se somado protestos junto dos balcões do Novo Banco, ex-BES. 

Os depositantes queixam-se de ter perdido as suas poupanças, depois de serem levados a investir o dinheiro em aplicações do Grupo Espírito Santo (GES), aos balcões do BES, que o banco, segundo os mesmos, garantia não serem de risco.
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    Queda do BES

    Alguns dos manifestantes dos lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo conseguiram hoje furar a barreira policial e entrar na sede do Novo Banco, em Lisboa. Apesar dos cerca de 30 polícias que guardavam o edifício na Avenida da Liberdade, os manifestantes conseguiram entrar nas instalações pouco antes das duas da tarde,enquanto as outras cerca de 150 pessoas batiam nos vidros do balcão e exigiam que lhes fosse devolvido o dinheiro que perderam com o papel comercial do GES. O protesto percorreu também as sedes dos possíveis candidatos à compra do Novo Banco. O principal alvo da ira dos manifestantes tem sido o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

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