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BCP fora da corrida ao Novo Banco devido a restrições derivadas do auxílio estatal

O presidente do BCP afastou-se da corrida ao Novo Banco devido às restrições relacionadas com a ajuda estatal recebida em 2012, salientando que o ideal seria que a entidade fosse vendida a um banco já instalado no mercado português.

(Arquivo)

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SIC

"Temos impedimentos. Não vamos [participar no segundo processo de venda iniciado pelo Banco de Portugal]", afirmou hoje Nuno Amado, durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados do BCP em 2015.

"Se a melhor oferta for para consolidação, seria um 'dois em um'. O fundamental é vender pelo melhor preço. Teoricamente quem deveria oferecer o melhor preço é quem consolida, porque tem melhorias", sublinhou.

Perante a insistência dos jornalistas sobre um eventual interesse do BCP na compra do Novo Banco, Nuno Amado reforçou que esse não é um objetivo.

"Neste momento não está nos nossos planos", sublinhou.

No âmbito do auxílio estatal recebido pelo BCP em 2012, cujas condições foram negociadas com a Comissão Europeia, o banco ficou impedido de fazer aquisições durante dois anos após ter devolvido todas as ajudas.

Ora, o BCP ainda não devolveu 750 milhões de euros em instrumentos híbridos (CoCo's) subscritos pelo Estado português, pretendendo fazê-lo este ano, pelo que não pode concorrer à compra do Novo Banco.

Nuno Amado explicou que o BCP até poderia pedir uma autorização especial a Bruxelas para o efeito, mas que não acredita que tivesse resposta positiva, pelo que nem o vai fazer.

"Não vamos pedir à Direção Geral da Concorrência coisas que sabemos que não vão fazer. É só gastar cartuchos. Excecionalmente poderá ser dada uma autorização, mas é muito difícil".

Lusa

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