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Emigrantes lesados do BES reúnem-se com Lacerda Machado a 6 de junho

A Associação Movimento dos Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP) vai reunir-se com Diogo Lacerda Machado no próximo dia 06 de junho e promete intensificar os protestos caso não se encontre uma solução nesse dia, disse hoje o presidente da Associação.

FERNANDO VELUDO

"Há força de vontade da parte do Governo, mas não há do Novo Banco", disse à agência Lusa o presidente da AMELP, Luís Marques.

A AMELP reuniu-se esta manhã com o advogado Diogo Lacerda Machado que o Governo nomeou como mediador para tentar negociar uma solução com o Novo Banco para os cerca de 2.000 emigrantes lesados pelo Banco Espírito Santo (BES).

No entanto, segundo Luís Marques, esta reunião foi inconclusiva, uma vez que os lesados entregaram novos documentos a Diogo Lacerda Machado, mas "o Novo banco não apresentou nada em concreto".

"Achamos que o Novo Banco não tem força de vontade para encontrar uma solução e se na reunião agendada para o dia 06 [de junho] não houver nada em concreto, vão intensificar-se os protestos contra o Novo Banco e o Banco de Portugal (BdP)", referiu o presidente da associação que representa estes clientes.

A Associação Movimento dos Emigrantes Lesados Portugueses tem marcadas duas manifestações em Paris, a 14 de maio e a 10 de junho, coincidindo esta última com as comemorações do Dia de Portugal na capital francesa, nas quais estará o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

No passado dia 28 de abril, Lacerda Machado reuniu-se com a AMELP, uma reunião na qual os emigrantes lesados deram a conhecer o seu caso e o advogado deu pistas sobre os próximos passos a seguir com vista a uma solução.

A escolha de Lacerda Machado para intervir como mediador em nome do executivo aconteceu depois da reunião de 18 de abril, em Paris, entre a AMELP e o primeiro-ministro, em que António Costa se comprometeu a nomear um representante para este assunto.

Inicialmente, após a resolução do BES, a 04 de agosto de 2014, os emigrantes que se diziam lesados ascendiam a 8.000 num total de 728 milhões de euros de dinheiro investido.

No entanto, no verão do ano passado, o Novo Banco propôs uma solução comercial aos emigrantes detentores de vários produtos comercializados pelo BES (Poupança Plus, Top Renda e Euro Aforro), que permitia a recuperação faseada da quase totalidade das aplicações, tendo tido acolhimento por parte de 80%.

Por resolver ficou assim o caso dos emigrantes que não aceitaram a proposta - com a própria AMELP a considerar então que a complexidade da solução não se adequava ao perfil financeiro dessas pessoas - e ainda os cerca de 400 emigrantes que subscreveram os produtos Euro Aforro 10 e EG Premium, para os quais o Novo Banco não fez proposta, considerando que não era possível pelo tipo de produto financeiro em causa.

Quanto à AMELP, exige que seja o Novo Banco (o banco de transição que ficou com ativos do BES) a contribuir para uma solução que devolva aos emigrantes as suas poupanças.

Lusa

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