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Crise na Grécia

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Banco central garante que liquidez grega está assegurada

O governador do Banco da Grécia, Yanis Stournaras, assegurou hoje que não há "absolutamente nenhum problema de depósitos" e garantiu que a liquidez está assegurada.

© Yves Herman / Reuters

Depois de uma reunião com o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, durante a qual deu informação sobre a reunião de quinta-feira do Banco Central Europeu em Nicósia, Stournaras sublinhou aos meios de comunicação que não existe "nenhum risco" para os bancos gregos e adiantou que estes estão "adequadamente capitalizados". 

Stournaras, que no Governo anterior foi ministro das Finanças, sublinhou que "é muito importante" que a reunião do Eurogrupo na próxima segunda-feira seja um êxito e assegurou que o Governo está "a trabalhar sem descanso" para conseguir que assim seja. 

Na reunião também participaram o vice-primeiro-ministro, Yanis Dragasakis, e o titular das Finanças, Yanis Varoufakis.

O BCE aprovou na reunião em Nicósia o aumento da provisão urgente de liquidez para os bancos gregos em 500 milhões de euros, para 66.800 milhões de euros. 

Com os 500 milhões de euros adicionais, o Banco da Grécia tem agora um "colchão" de segurança de 3.000 milhões de euros procedentes deste mecanismo de urgência, segundo informações do diário Kathimerini, reduzindo a pressão sobre a Grécia, num mês que enfrenta numerosos pagamentos. 

Contudo, o presidente do BCE, Mario Draghi, reiterou que não pode incluir a Grécia no programa de compra massiva de dívida soberana senão quando o país saldar os títulos que a instituição europeia comprou durante o primeiro programa de compra entre 2010 e 2012, que vencem em julho ou agosto. 

Draghi também não aceitou, como Atenas tinha esperança, voltar a receber os títulos de dívida grega nas operações ordinárias de refinanciamento, que desceria a taxa de juro para 0,05% em lugar de 1,55% que é o custo de pedir dinheiro através do citado mecanismo de provisão de liquidez. 

Finalmente, ficou nas mãos de decisões políticas a possibilidade de elevar o teto da emissão de letras do Tesouro gregas, limitado a 15.000 milhões de euros, e que a Grécia queria ver aumentado em pelo menos 8.000 milhões de euros adicionais. 

O Governo de Atenas esperava poder melhorar assim o acesso ao tão necessitado 'dinheiro fresco', num mês durante o qual entre vencimentos de títulos e reembolsos de créditos enfrenta pagamentos no valor de 7.200 milhões de euros. 

Fontes do ministério das Finanças grego, citadas pela Efe, confirmaram que hoje foram devolvidos 310 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), de um total de 1.600 milhões de euros pendentes este mês. 

O governo reconheceu que este mês pode haver problemas de liquidez, mas mostrou-se confiante em que os vai conseguir enfrentar. 


Lusa
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