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Crise na Grécia

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Tsipras insiste perante Merkel em iniciar "diálogo" sobre reparações de guerra

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, insistiu hoje perante a chanceler alemã Angela Merkel na necessidade de iniciar um "diálogo" sobre as compensações que o seu país reclama devido à ocupação nazi entre 1941 e 1944. 

EPA

"Temos de superar em conjunto as sombras do passado", afirmou o líder do partido da esquerda radical Syriza, que lidera a coligação no poder em Atenas, durante a conferência de imprensa conjunta após a primeira cimeira bilateral entre os dois chefes de governo, que hoje decorreu em Berlim. 

Tsipras assegurou que as pretensões do seu país não são prioritariamente de "tipo material", mas antes uma questão "moral e ética" e citou concretamente o crédito que a Grécia foi então forçada a conceder ao regime nazi e que nunca foi liquidado, justificados pelos "custos da ocupação". 

O primeiro-ministro grego recordou que estas reivindicações não são "novas" e foram aludidas pelos seus antecessores em diversas ocasiões, enquanto o Governo de Berlim considera a questão encerrada na perspetiva jurídica e política. 

No entanto, Tsipras separou a questão das reparações de guerra das atuais discussões sobre a dívida grega e os problemas de liquidez do seu país. 

As afirmações do primeiro-ministro grego seguem-se à proposta formulada no domingo pelo chefe da diplomacia de Atenas, Nikos Kotzias, sobre a formação de um "comité de sábios" para analisar esta questão, uma iniciativa de imediato rejeitada por responsáveis alemães. 

Merkel insistiu que esta questão está encerrada e recordou que a Alemanha "assume de forma muito séria" a sua responsabilidade pelas vítimas do nazismo "independente na sua nacionalidade". 

A questão das reparações de guerra divide Atenas e Berlim há décadas, mas agora assumiu nova atualidade após o novo parlamento grego ter aprovado a criação de uma comissão para avaliar essas exigências. 

A Alemanha considera o assunto encerrado devido aos acordos subscritos em 1953 em Londres com diversos países, e em 1990 com o Tratado "2+4" entre as duas Alemanhas e as potências vencedoras da II Guerra Mundial, e que possibilitou a reunificação do país. 

Atenas argumenta que os acordos do pós-guerra incluíam uma moratória que deveria ser revista até à assinatura do um Tratado de paz, que nunca chegou a ser concluído, e que a Grécia não esteve presente nos acordos de 1990. 






Lusa
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